Exoneração de Rodrigo Abel por Ricardo Couto encerra a era Cláudio Castro no centro do governo do RJ

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O governador em exercício do Rio de Janeiro e presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, exonerou, a pedido, o secretário-chefe de Gabinete, Rodrigo Abel, em edição extraordinária do Diário Oficial desta segunda-feira (13). Também foi demitido o presidente interino do Rioprevidência, Nicholas Cardoso.

Natural de Porto Alegre, Abel integrava o governo estadual desde 2020, quando Cláudio Castro assumiu interinamente o comando do Palácio Guanabara após o afastamento de Wilson Witzel.

Durante sua gestão, Castro afirmava que decisões estratégicas eram tomadas com um núcleo restrito de aliados, formado por Abel, pelo então chefe da Casa Civil, Nicola Miccione, e por Rodrigo Bacellar, que foi secretário de Governo antes de assumir a presidência da Assembleia Legislativa. O grupo começou a se desfazer após o rompimento entre Castro e Bacellar, em agosto de 2025. Miccione deixou o cargo no último dia 24, mesma data da renúncia de Castro, e Abel era o último integrante desse núcleo ainda no governo.

A saída de Nicholas Cardoso da presidência do Rioprevidência ocorreu após solicitação do Ministério Público à Justiça, feita na última sexta-feira (10), no âmbito de uma investigação sobre a aplicação de R$ 118 milhões em três fundos de investimento não credenciados — prática que contraria normas do Conselho Monetário Nacional.

Para o lugar de Cardoso, foi nomeado o procurador do estado Felipe Derbli de Carvalho Baptista, que possui mais de 25 anos de experiência na área jurídica. Ele é especialista em Direito Público, doutor pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e mestre pela The London School of Economics (LSE).

As aplicações investigadas foram realizadas no fim de dezembro de 2025, após o escândalo envolvendo investimentos do Rioprevidência no Banco Master. Além do afastamento, o Ministério Público também pede o bloqueio de R$ 1 bilhão em bens de Cardoso, do ex-presidente Deivis Marcon Antunes, do Banco Master e da empresa PKL One, com o objetivo de recompor o fundo previdenciário.

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