Incêndio em escola no Quênia deixou 79 estudantes feridas, além de 16 mortos; polícia investiga suspeita de crime

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Incêndio em escola no Quênia deixa 16 alunas mortas e 79 feridas — Foto: Reprodução/X e Simon Maina / AFP


O incêndio que atingiu a escola feminina Utumishi Girls Academy, em Gilgil, no Quênia, deixou 79 estudantes feridas, além de ter causado a morte de 16 alunas. As chamas na unidade de ensino, que fica a cerca de 120 quilômetros a noroeste da capital Nairóbi, ocorreram na madrugada da última quinta-feira (28), no horário local.

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O internato feminino abrigava o dormitório no andar superior do prédio de dois andares. Essa área tinha capacidade de receber 270 estudantes, acomodadas em 135 beliches. As causas do incêndio ainda não foram comprovadas, segundo os órgãos competentes. A investigação policial culminou na detenção de oito estudantes, sob suspeita de terem envolvimento no caso.

A estudante Hilda Njeri, que estava em um dos dormitórios mais afetados pelo incêndio, foi uma das que ficou ferida quando as chamas atingiram o internato.

— Fiquei gravemente ferida na perna e também na região lombar — disse a jovem em entrevista à Al Jazeera. — O fogo era muito grande; não conseguíamos passar por ele porque não tínhamos água para apagá-lo, então tivemos que pular pela janela.

A jovem ainda destacou que enquanto estava no prédio, tinha dificuldades para respirar. Segundo ela, o diretor da unidade levou as alunas a um hospital e pagou todas as despesas com os tratamentos das feridas.

Segundo o Serviço Nacional de Polícia, as estudantes foram identificadas após entrevistas com alunas e funcionários, além da análise forense de imagens de câmeras de segurança.

Incêndio em internato feminino no Quênia mata ao menos 16 estudantes e deixa dezenas de feridos — Foto: Reprodução/X

“Os investigadores continuam colhendo depoimentos e analisando todas as provas disponíveis para reconstruir a sequência dos fatos, apurar todas as circunstâncias do incidente e determinar a motivação”, explicou a polícia do Quênia em comunicado.

Em comunicado, a polícia classificou as adolescentes como “pessoas de interesse em conexão com o planejamento e a execução” do incêndio.

Ainda não foi especificado quantas estudantes estavam no dormitório no momento do incêndio.

Um dos pontos da investigação é sobre as condições do prédio que funcionava como internato, uma herança dos missionários e da colonização britânica. Em comunicado, o ministro da Educação do Quênia, Julius Migos Ogamba, disse que a escola “não cumpria com os requisitos de segurança”. Um dos trechos destaca que “havia superlotação no dormitório e uma das portas de saída estava fechada com chave”.

Quênia enfrenta histórico de incêndios em escolas

O caso leva a preocupações sobre a segurança em internatos no Quênia, país que acumula histórico de incêndios em instituições de ensino.

Segundo a BBC, muitos desses episódios foram atribuídos a ações criminosas praticadas por estudantes insatisfeitos com regras disciplinares ou com as condições de vida nos dormitórios. Outros casos tiveram origem acidental.

Há dois anos, ao menos 21 pessoas morreram em um incêndio em um dormitório escolar no centro do país.

O alto número de vítimas costuma ser associado à superlotação dos dormitórios e ao descumprimento de normas básicas de segurança, como a manutenção de saídas desobstruídas e janelas destrancadas. Esses fatores são frequentemente apontados como responsáveis pelo elevado número de mortos em incêndios escolares no Quênia.





Com informações da fonte
https://oglobo.globo.com/mundo/epoca/noticia/2026/05/29/incendio-em-escola-no-quenia-deixou-79-estudantes-feridas-alem-de-16-mortos-policia-investiga-suspeita-de-crime.ghtml

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