A pesquisa divulgada nesta quinta-feira pela Quaest indica que a maior parte do país não acredita no hexa nesta Copa do Mundo. A região Nordeste, no entanto, é a que mais crê num possível novo título Mundial da seleção brasileira. A região Sul é a mais pessimista.
O levantamento mostra que 41% por cento dos entrevistados da região Nordeste acreditam que o Brasil será campeão na Copa do Mundo deste ano. A porcentagem já era a maior dentre as cinco regiões do país na primeira mostra, de outubro do ano passado e, agora em junho, cresceu seis pontos percentuais e permaneceu na primeira posição.
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Mesmo sendo a região que mais acredita no hexa, a percentual da população da região que não crê no título ainda é maior do que a parcela otimista: apesar da queda de sete pontos percentuais em relação a outubro do ano passado, neste mês de junho, 49% dos nordestinos não acreditam que o Brasil vencerá este mundial.
A população do Centro-Oeste e Norte acompanha os nordestinos e vem logo depois no levantamento, como as mais esperançosas no hexa. Segundo a pesquisa, essas duas regiões foram as que mais mudaram de opinião em relação ao título Mundial: onze pontos percentuais separam as mostras de outubro do ano passado e junho deste ano. Ou seja, 29% das pessoas no centro-oeste e norte do país acreditavam no fim do jejum na Copa deste ano, quando perguntadas sobre o tema em 2025. Cerca de 10 meses depois, 40% das pessoas nessas duas regiões passaram a acreditar no hexa da seleção brasileira.
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A região Sul por sua vez destaca-se como a mais pessimista em relação ao fim do jejum de 24 anos do Brasil em Copas do Mundo. Na última mostra da pesquisa, coletada em junho, 64% dos sulistas eram céticos em relação à conquista do Mundial. O número diminuiu seis pontos percentuais quando comparado às primeiras duas mostras coletadas em outubro do ano passado e abril deste ano, e permaneceu no topo entre os pessimistas do país.
Quem são esses brasileiros?
Segundo a Quaest, 2004 pessoas foram entrevistadas na última coleta, que aconteceu entre 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais. Quanto ao público majoritário da pesquisa, mais da metade são mulheres, 53%, enquanto 47% eram homens.
A faixa etária predominante ficou entre 35 e 59 anos: 46% dos entrevistados estavam nessa faixa, ou seja, a maioria viu a conquista do penta e os fracassos posteriores do Brasil em Copas do Mundo. O público entre 16 e 34 anos é de 31% e a população entrevistada com mais de 60 anos é de 23%.

