Cartaz com a foto de João Victor Pereira Ramos, conhecido como “Jota ou Rato”Divulgação/Polícia Civil
Nesta terça-feira (15), o Disque Denúncia divulgou um cartaz com a foto do suspeito para auxiliar a 59ª DP (Duque de Caxias) na localização e prisão de João Victor. De acordo com o órgão, ele é considerado foragido da Justiça e aparece no sistema penitenciário como de “alta periculosidade”.
A procura por “Rato” ganhou força após a prisão de Wendel Ferreira Aranha, conhecido como “Aranha” ou “Spider”, também nesta terça. Segundo a Polícia Civil, ele é apontado como suspeito de ser um dos principais ladrões de joias da região e seria parceiro de João Victor.
A prisão ocorreu durante as investigações sobre uma tentativa de latrocínio registrada no domingo (13), no bairro Jardim Vinte e Cinco de Agosto. A vítima foi baleada na cabeça durante uma tentativa de roubo de um cordão de ouro e permanece internada em estado grave.
Segundo a investigação, João Victor teria abordado a vítima armado, enquanto Wendel dava apoio em uma segunda motocicleta. A função de “Aranha”, de acordo com os agentes, seria auxiliar na execução do roubo e garantir suporte durante a fuga.
Após o crime, policiais da 59ª DP analisaram imagens de câmeras de segurança e outras informações obtidas durante o trabalho de inteligência. A partir desse material, os investigadores identificaram os suspeitos e os veículos usados na ação.
Ainda segundo a Polícia Civil, Wendel possui 11 antecedentes criminais e era investigado por outros roubos de joias cometidos em Duque de Caxias.
Suspeito tem outros mandados de prisão
João Victor, segundo o Disque Denúncia, está em liberdade condicional. Ele é primo de Charles Jackson Neres Batista, conhecido como “Charlinho do Lixão”, traficante apontado como liderança do Comando Vermelho na Favela do Lixão e em outras comunidades de Duque de Caxias. “Charlinho” morreu em 2019.
Além do mandado expedido após o roubo do último domingo, João Victor possui outras três ordens judiciais, segundo as informações divulgadas pelo Disque Denúncia.
Uma delas é uma prisão preventiva expedida pela 4ª Vara Criminal de Duque de Caxias, relacionada a uma investigação por homicídio simples. Há ainda uma condenação definitiva da 2ª Vara Criminal da Regional de Madureira por crime previsto no artigo 16, parágrafo 1º, da Lei 10.826/2003, o Estatuto do Desarmamento. A pena aplicada foi de três anos de reclusão.
O quarto mandado é da Vara de Execuções Penais (VEP) e está relacionado a uma condenação definitiva por receptação e resistência. Conforme o Disque Denúncia, ainda resta pouco mais de um ano de pena a cumprir. O regime prisional estabelecido é o semiaberto.
A Polícia Civil segue investigando a atuação da dupla e busca esclarecer outros roubos de joias atribuídos aos suspeitos, além de identificar possíveis comparsas envolvidos nas ações.
Disque Denúncia
Informações que possam ajudar na localização de João Victor podem ser repassadas de forma anônima ao Disque Denúncia pelo telefone 2253-1177. O serviço funciona 24 horas por dia.
Também é possível enviar informações pelo aplicativo do Disque Denúncia RJ ou pelo WhatsApp Anonimizado, no mesmo número. O sistema utiliza uma técnica para remover ou modificar dados que possam identificar a pessoa responsável pela denúncia.
A reportagem de O DIA tenta contato com a defesa de João Victor Pereira Ramos. O espaço segue aberto para manifestações.
