Prisão foi realizada por agentes da DHNSGReprodução/DHNSG
Segundo as apurações, o criminoso matou a mulher por asfixia, com as próprias mãos. Depois, arremessou o corpo na piscina, com o intuito de encobrir a verdadeira causa da morte, simulando que a vítima teria se afogado.
O laudo pericial – realizado por agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) – descartou lesões provocadas por afogamento e indicou ferimentos cervicais típicos de esganadura.
A partir de trabalho de inteligência, os policiais conseguiram confrontar a versão apresentada pelo criminoso. O depoimento do filho dele, que estava no imóvel quando a avó foi assassinada, apresentou detalhes sobre a violência sofrida pela vítima. Ele relatou que a mulher pediu socorro durante a madrugada.
Diante dos fatos, o homem responderá pelo crime de feminicídio. A identidade da mulher não foi revelada.
Caso semelhante
Segundo as investigações, a filha acreditava que Delza Maria Alves Costa mantinha relações sexuais com Bruno Luiz do Amaral da Silva, seu companheiro, havia cerca de nove anos. Por isso, ela foi até a casa da vítima com um martelo.
Ao encontrar Delza com Bruno, a presa passou a destruir objetos no interior do imóvel e questionou a mãe sobre uma suposta relação sexual. Em seguida, desferiu vários golpes contra a idosa, atingindo, inclusive, toda a região da cabeça.
Bruno Luiz tentou intervir para interromper as agressões, mas também acabou sendo atingido na cabeça. As apurações apontaram ainda que Priscilane já havia agredido a mãe em outras ocasiões e feito ameaças de morte contra ela.
Em depoimento, a mulher confessou as agressões que provocaram a morte da mãe. De acordo com o delegado Leonam Araújo, da DHNSG, o companheiro negou envolvimento com a vítima.
Priscilane foi autuada em flagrante por feminicídio, no contexto de violência doméstica e familiar. A Polícia Civil considerou a idade da vítima como agravante. A autoridade policial pediu à Justiça a conversão da prisão em flagrante em preventiva.
