Agentes tentaram encontrar o suspeito em Botafogo e no CatumbiReprodução
A 1ª Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente da Capital, do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), expediu um mandado de prisão preventiva e ordens de busca e apreensão contra o homem na última segunda-feira (6).
As equipes receberam informações indicando que ele estaria escondido na casa de um amigo. Agentes da 12ª DP (Copacabana) estiveram em endereços em Botafogo e no Catumbi, na região central, mas não o encontraram.
Em depoimento, a vítima contou que foi atraída ao local por um adolescente, de 14 anos, para um encontro privado. Após ir até o quarto com o jovem, ela começou a ser coagida a permitir a entrada de Gabriel e de Mattheus.
A mãe da menina afirmou que ela foi submetida, por cerca de uma hora e meia, a sexo forçado com os três jovens, sendo agredida com tapas no rosto e socos na costela. Depois do crime, um vídeo com os abusos teria sido divulgado, como forma de constrangê-la.
Mattheus e o adolescente foram indiciados por fato análogo a estupro coletivo qualificado.
Crime de Copacabana
“Ambos os casos possuem bastante semelhanças, uma vez que as vítimas foram atraídas para esses encontros pelo mesmo adolescente infrator, que já tinha a confiança delas e já tinha se relacionado com elas. Chegando nesses locais, elas foram emboscadas e submetidas não só à violência sexual, mas também à violência psicológica e física, uma vez que foram agredidas com tapas, socos e chutes”, explicou Ângelo Lages, delegado titular da 12ª DP.
O estupro coletivo de Copacabana teria acontecido em 31 de janeiro. De acordo com a vítima, ela recebeu uma mensagem de um colega da escola, com quem já teve um relacionamento anteriormente, a convidando para ir à casa de um amigo. Ao chegar no prédio, o rapaz insinuou que fariam “algo diferente”, proposta prontamente recusada pela menina.
No imóvel, a adolescente foi conduzida a um quarto, onde ficou trancada com quatro homens que insistiam em manter relações com ela. Mesmo com a negativa, o grupo se despiu e praticou os abusos, inclusive fazendo uso de violência física e psicológica.
Após a denúncia, investigadores da 12ª DP analisaram imagens do circuito interno do prédio, onde ficou provado que os citados no boletim de ocorrência estavam no local no momento do crime. Câmeras de segurança mostraram a chegada dos jovens ao apartamento e a saída deles, pouco depois de 1h.

