Policiais da Draco miram milícia atuante em São João de MeritiReprodução
Investigações da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco/IE) identificaram que o grupo paramilitar atua no Complexo do Morro do Pau Branco e na região de Venda Velha, sob o comando de Evandro Costa de Souza, conhecido como Monstrão e Vando. De acordo com o apurado, o miliciano usa força armada para sustentar a sua influência na região, cobrando, ameaçando e intimidando os moradores e comerciantes.
A especializada descobriu que a quadrilha tem uma estrutura armada e capacidade de rápida reorganização, que, diante das sucessivas ações policiais, vem alterando locais de permanência, deslocando armamentos, modificando pontos de apoio e intensificando suas comunicações na tentativa de preservar sua estrutura criminosa.
Entre os investigados estão Rodrigo Lino de Lima, conhecido como RD, e Carlos Donato Ximenes Melo, o Papel. As investigações revelaram que imóveis relacionados aos suspeitos estariam sendo utilizados para guarda, esconderijo e armazenamento de armas empregadas nas atividades da milícia.
Um dos pontos analisados pela especializada é a atuação de Rodrigo, que, conforme a apuração, anda pela região usando um fuzil, o que evidencia o poder bélico utilizado pelo grupo para sustentar sua influência.
Até o momento, três homens foram presos em flagrante durante a operação. Um por porte ilegal de arma de fogo, outro com um material de cobrança da milícia e um terceiro por constituição de milícia privada.
Os agentes apreenderam armas, munições e um colete balístico.
Ação ocorre após prisão de braço armado
De acordo com as investigações, Marlon participava diretamente de confrontos e investidas armadas durante disputas territoriais contra grupos rivais. Ele é suspeito de coordenar homens fortemente armados e de ter participação estratégica na manutenção do controle exercido pela milícia sobre comunidades da região. Contra ele, havia um mandado de prisão em aberto por homicídio qualificado.
A partir das diligências realizadas desde então, os policiais conseguiram novos elementos sobre a atuação de outros integrantes e sobre os locais que poderiam estar sendo utilizados como pontos de apoio do grupo.
A Draco busca cumprir seis mandados de busca e apreensão contra investigados. A Justiça do Rio deferiu as ordens judiciais após manifestação do Ministério Público do Rio (MPRJ).
A ação tem o objetivo de aprofundar a identificação da milícia, a hierarquia e divisão de tarefas da organização, bem como das cobranças ilícitas, circulação de armas e dinâmica territorial do grupo.
A reportagem ainda não localizou a defesa dos suspeitos. O espaço está aberto para manifestação.
