Agentes saíram da Cidade da Polícia para cumprir mandados contra integrantes do CVReprodução
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A ação ocorre devido a um intenso trabalho de inteligência da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis da Capital (DRFA-CAP), que resultou em duas investigações independentes.
No primeiro caso, os agentes apuram a atuação de uma associação criminosa na comunidade Árvore Seca, no Complexo do Lins, desde, ao menos, 2024. O grupo teria ligação com o Comando Vermelho, cometendo diversos delitos, como roubos de veículos, receptação, adulteração de sinais de identificação de veículos e fraudes eletrônicas praticadas com celulares e cartões bancários roubados das vítimas.
A segunda investigação mira integrantes de um grupo criminoso, apontado como responsável por roubos de veículos na região do Grande Méier. De acordo com os elementos reunidos até então, a quadrilha atuava de forma coordenada, com divisão de tarefas, emprego de armas de fogo e uso de veículos de apoio para cometer os crimes.
Durante as apurações, os agentes também analisaram as redes sociais utilizadas pelos integrantes do grupo. Um perfil atribuído a um dos alvos, apontado como líder, exibia veículos de alto valor, dinheiro em espécie, armas de fogo e outros objetos aparentemente relacionados às atividades criminosas.
Na operação desta terça, os policiais buscam apreender armas, munições, aparelhos eletrônicos, documentos, cartões bancários, veículos, peças e componentes automotivos, além de outros materiais que possam contribuir para o esclarecimento dos crimes e para a identificação da atuação individual dos alvos.
A ação é realizada pela DRFA-CAP, com o apoio de agentes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).
As diligências fazem parte da Operação Contenção, uma ofensiva estratégica do Governo do Estado para conter e atacar o avanço territorial do Comando Vermelho. O principal objetivo é desarticular a estrutura financeira, logística e operacional da organização criminosa, além de prender traficantes que atuam na região. Até o momento, são mais de 400 presos e outros 139 criminosos mortos em confronto. Foram apreendidas cerca de 492 armas, sendo 200 fuzis, e mais de 51 mil munições.

