Inea monitora deslocamento da plataforma P-35 na Baía de Guanabara

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O deslocamento da plataforma de petróleo P-35, da Petrobras, mobiliza uma megaoperação nesta segunda-feira (2), na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. A ação reúne equipes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), da Marinha do Brasil, da Petrobras e do Corpo de Bombeiros, com aproximadamente 100 pessoas, entre agentes e técnicos.

O objetivo é prevenir acidentes durante a movimentação da estrutura e garantir o cumprimento da legislação ambiental, reduzindo os riscos de impactos ao ecossistema da baía.

A plataforma está sendo rebocada por sete embarcações até o antigo Estaleiro Clip, no bairro do Caju, na Zona Portuária do Rio. A previsão é que a estrutura chegue ao destino nesta terça-feira (3), onde será desmontada. O empreendimento possui licenciamento ambiental do Inea.

Com cerca de 330 metros de comprimento, 56 metros de altura e aproximadamente 27 mil toneladas, a P-35 precisou passar por intervenções para reduzir sua altura e permitir a passagem sob a Ponte Rio-Niterói. Parte das estruturas superiores foi retirada para viabilizar a travessia pelo vão central da ponte, que tem cerca de 75 metros de altura livre.

O planejamento do deslocamento levou em conta as condições meteorológicas, o nível da maré e a segurança da navegação. Durante a operação, foram previstas restrições temporárias à circulação de embarcações nos canais de acesso ao Porto do Rio e ao terminal de destino, com exceções para determinados serviços de transporte de passageiros e embarcações autorizadas.

Preparação e descomissionamento

Antes do reboque, a P-35 permaneceu na Base Naval da Marinha, na Baía de Guanabara, onde passou por procedimentos técnicos para o encerramento de seu ciclo produtivo e preparação para o deslocamento. Entre os serviços realizados estão a limpeza de organismos marinhos acumulados no casco, a retirada de partes da estrutura superior e o gerenciamento de resíduos e efluentes.

A plataforma operou durante 27 anos no Campo de Marlim, na Bacia de Campos, no litoral fluminense. A retirada da unidade da área de produção ocorreu em abril deste ano, após a conclusão das atividades de desacoplamento do sistema de ancoragem.

A P-35 é uma unidade do tipo FPSO, sigla em inglês para plataforma flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo. Esse modelo recebe o petróleo extraído no mar, permite seu processamento e armazenamento e transfere o produto para navios.

Destino da estrutura

O transporte até o estaleiro integra o processo de descomissionamento, que envolve a retirada de instalações de operação, a preparação da estrutura e a destinação adequada de materiais e resíduos.

Segundo informações divulgadas pelo setor naval, a Petrobras vinha avaliando alternativas para o destino definitivo da P-35. A transferência para o estaleiro permitirá que a unidade permaneça em condições seguras enquanto são executados os serviços previstos e avançam as definições sobre seu futuro.

A área do antigo Estaleiro Inhaúma, onde fica o terminal, está sendo preparada para ampliar a atuação em serviços navais, manutenção, desmantelamento e reciclagem de estruturas da indústria de petróleo e gás.

A participação do Inea na operação busca assegurar o cumprimento das exigências ambientais e prevenir possíveis ocorrências durante a movimentação de uma das maiores estruturas já transportadas pela Baía de Guanabara.



Com informações da fonte
https://mancheterio.com.br/inea-monitora-deslocamento-da-plataforma-p-35-na-baia-de-guanabara/

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