Um gesto de solidariedade transformou a dor de uma família em esperança para pacientes que aguardam por um transplante. Nesta segunda-feira (29), o Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, em Maricá, realizou mais uma captação múltipla de órgãos e tecidos destinada ao Sistema Único de Saúde (SUS), reforçando o compromisso da rede municipal com a doação de órgãos e a preservação da vida.
Após a autorização dos familiares de uma jovem paciente, foram captados o coração, fígado, rins, córneas e tecido musculoesquelético. Todo o procedimento foi conduzido pela equipe especializada da unidade, seguindo os protocolos estabelecidos pelo Sistema Nacional de Transplantes.
Conforme a logística definida pela Central Estadual de Transplantes, o coração foi encaminhado para um paciente em Minas Gerais. Já o fígado, os rins, as córneas e o tecido musculoesquelético foram destinados a receptores no estado do Rio de Janeiro, respeitando critérios técnicos de compatibilidade e prioridade na fila única do SUS.
O secretário municipal de Saúde, Dr. Marcelo Velho, destacou a importância da decisão tomada pela família em um momento de profunda dor.
“A doação de órgãos é um dos maiores gestos de solidariedade que alguém pode oferecer. A decisão dessa família representa uma nova oportunidade de vida para pessoas que aguardam por um transplante. Nosso reconhecimento pela generosidade e pelo exemplo de amor ao próximo”, afirmou.
A diretora do Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, dra. Ana Paula Silva, também ressaltou o trabalho desenvolvido pelas equipes envolvidas em todo o processo.
“Esse gesto reforça a importância da doação de órgãos e valoriza o trabalho realizado por nossos profissionais. Agradecemos à família pela confiança e às equipes assistenciais e à Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes, que atuam com responsabilidade, ética e sensibilidade em todas as etapas”, destacou.
A Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) é responsável por identificar potenciais doadores, acompanhar os protocolos médicos e legais, prestar acolhimento às famílias e articular todo o processo junto à Central Estadual de Transplantes.
A Secretaria de Saúde reforça que o desejo de ser doador deve ser comunicado aos familiares, já que a autorização da família é indispensável para que a doação seja realizada e possibilite que outras vidas sejam salvas por meio do SUS.

