’Brasil vai vencer’: Flávio abre campanha com promessa de tesouraço e guerra ao crime organizado

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comandou neste domingo (16) na orla de Copacabana, na zona sul do Rio, o ato que marcou o lançamento oficial de sua candidatura à Presidência da República. O evento aconteceu em frente ao hotel escolhido como QG da campanha e reuniu apoiadores no mesmo calçadão que serviu de palco às maiores manifestações da direita brasileira nos últimos anos.

Carioca, Flávio começou a corrida pela cidade natal e pelo principal reduto eleitoral da família, num roteiro que prioriza o Sudeste na largada. Nesta segunda e terça, o candidato segue para Juiz de Fora e Belo Horizonte.

O discurso foi construído sobre uma anáfora que deve virar a marca da campanha: “O Brasil vai vencer”. A partir dela, o candidato desfiou o programa, e abriu pela segurança pública. Prometeu classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas, fixar pena mínima de oito anos para ladrão de celular e endurecer o tratamento a quem agride mulher.

“Quem tem soberania aqui no Complexo do Alemão, o governo ou o Comando Vermelho?”, questionou, ao cobrar do governo federal a incapacidade de conter a entrada de fuzis pela fronteira com a Bolívia e ao lembrar o corte de mais de R$ 4,2 bilhões no orçamento das Forças Armadas. Para Flávio, o brasileiro perdeu a soberania sobre o próprio celular, o próprio carro e a própria casa.

Na economia, a promessa é de choque. “Vai ser corte nos impostos, corte na burocracia, corte na corrupção, corte nos carguinhos dos petistas que estão lá mamando na teta”, disse, ao anunciar um “tesouraço” a partir de janeiro. O diagnóstico apresentado foi direto: governo gastador, imposto sobre imposto, inflação e endividamento das famílias — mais de 80 milhões, segundo o palanque.

A conta chegou ao carrinho de supermercado. O ato explorou a reduflação item a item: a caixa de bis que saiu de 20 para 16 unidades, o rolo de papel higiênico que encolheu de 40 para 36 metros, a barra de chocolate que caiu de 200 para 160 gramas, a dúzia de ovos com dez. “Essa dívida não é sua, essa dívida é do Lula”, cravou o candidato.

Na agenda social, Flávio prometeu voucher para creche privada às mães sem vaga na rede pública, mudança no currículo escolar — “eles não podem mais ser transformados em militantes” —, parcerias entre setor produtivo e universidades em pesquisa, tecnologia e inteligência artificial, além do programa Minha Primeira Empresa. Na saúde, defendeu um protocolo eletrônico unificado entre rede pública e privada para acabar com as filas de cirurgia e a atualização da tabela SUS.
Flávio ainda destacou a atuação do companheiro de chapa, o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), no combate à corrupção — ex-promotor de Justiça, duas vezes procurador-geral de Justiça de Alagoas e relator da CPMI do INSS.

A campanha começou, aliás, com uma cena que não estava no roteiro. No meio do discurso, o candidato interrompeu a fala para pedir socorro a uma criança que se afogava na praia. “Surfista que estiver aí, entra na água”, chamou, antes de agradecer aos bombeiros e guarda-vidas que atenderam a ocorrência.

O ato reuniu representantes do PL nas três esferas do Legislativo. Passaram pelo palanque os deputados federais Altineu Côrtes, Sóstenes Cavalcante e Eduardo Pazuello; os deputados estaduais Rodrigo Amorim, Filippe Poubel, Renan Jordy, Índia Armelau, Thiago Gagliasso, Rodrigo Amorim e Alan Lopes; e os vereadores do Rio Alana Passos, Rafael Satiê, Fernando Armelau, Dr. Rogério Amorim e Poubel. Também esteve presente a candidata a deputada federal Rogéria Bolsonaro (PL-RJ), mãe de Flávio.



Com informações da fonte
https://coisasdapolitica.com/politica/16/08/2026/brasil-vai-vencer-flavio-abre-campanha-com-promessa-de-tesouraco-e-guerra-ao-crime-organizado

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