Uma brasileira de 35 anos é suspeita de matar a própria filha, de 4 anos, e depois tirar a própria vida em Houston, no Texas, sul dos Estados Unidos, de acordo com a polícia local responsável pela investigação. O caso aconteceu na última terça-feira (29), horas depois de Cibelle Kubala ser informada de que havia perdido uma disputa judicial pela guarda de Vivian e que só poderia passar um tempo com a menina sob supervisão. Segundo a corporação, a decisão havia determinado que a criança passaria a viver com o pai, Aaron Savella.
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De acordo com o jornal local Houston Chronicle, Vivian deveria retornar para a casa do pai na noite do crime. A polícia de Houston informou que encontrou a menina baleada e Cibelle ferida por um disparo no terceiro andar da casa onde elas viviam, na região de Memorial. A criança foi declarada morta no local e Cibelle foi levada para um hospital, mas morreu no dia seguinte.
O padrasto da criança e companheiro de Cibelle, Greg Kubala, e uma babá também estavam na residência quando ouviram os disparos, pouco antes das 18h. Segundo as autoridades, não há indícios de que os dois tenham participado do crime. Eles subiram as escadas e fizeram massagem cardíaca em Vivian e na mãe até a chegada das equipes de emergência.
O tenente Larry Crowson, da Polícia de Houston, disse à emissora ABC13 que o crime ocorreu pouco depois de uma audiência de custódia que havia sido desfavorável à mãe.
— Houve uma audiência de guarda mais cedo hoje que não foi bem para a mãe. Ela chegou em casa, atirou na criança de quatro anos e depois atirou em si mesma — afirmou.
Decisão determinava que menina viveria com o pai
Cibelle e Aaron se separaram em novembro de 2022, após pouco mais de dois anos de relacionamento. A separação deu início a uma disputa judicial pela guarda de Vivian. Na manhã de terça-feira, os dois compareceram perante a juíza Lawton-Evans, às 9h30. Segundo a decisão, Vivian passaria a viver com o pai, que também teria autoridade exclusiva para tomar decisões relacionadas à educação, aos cuidados médicos e ao tratamento de saúde mental da menina.
A determinação também estabeleceu que os encontros entre Cibelle e a filha ocorreriam sob supervisão da organização Guardians of Hope (Guardiões da Esperança, em português). Segundo o Houston Chronicle, Vivian deveria ser entregue ao pai naquela noite, o que, de acordo com familiares da criança, não chegou a acontecer.
Segundo os advogados do pai de Vivian ao jornal The Mirror, ele aguardava a transferência da guarda após a decisão judicial. A defesa disse ainda que Aaron está devastado com a morte da menina.
“Aaron fez tudo o que a lei exige de um pai que tenta proteger sua filha. Confiou nos tribunais, cumpriu todas as decisões e esperou o processo seguir seu curso”, disseram os representantes.
Mãe teria sido impedida de falar em português com a filha
O processo de guarda também estabeleceu restrições à comunicação entre Cibelle e Vivian. Segundo o jornal Daily Mail, a brasileira foi proibida de falar com a menina em português, a menos que um supervisor presente compreendesse o idioma.
Além disso, a decisão também teria restringido a participação de Cibelle em atividades escolares e extracurriculares da filha, além de determinar o pagamento de pensão ao ex-companheiro e de metade das despesas médicas da criança.
