A greve dos motoristas de ônibus do Rio de Janeiro foi suspensa após decisão tomada em assembleia realizada nesta quarta-feira (1º) pelo Sindicato dos Rodoviários, encerrando três dias de paralisação. A direção do sindicato chegou ao encontro defendendo que a suspensão do movimento era a melhor alternativa neste momento.
Na avaliação da categoria, pesou a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que determinou nesta quarta-feira que 80% da frota de ônibus permaneça em circulação durante a greve, elevando o percentual anteriormente fixado pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), de 50%.
Outro fator que impactou na escolha foi o resultado da audiência de conciliação realizada nesta quarta. Durante a reunião, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) solicitaram que o sindicato suspendesse a greve até a próxima rodada de negociações, marcada para segunda-feira (06).
A decisão foi aprovada pelos cerca de 1.500 rodoviários que participaram da assembleia. Apesar da insatisfação da categoria com as atuais condições de trabalho, o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, defendeu a suspensão temporária da paralisação, atendendo ao pedido do MPT até a próxima rodada de negociações.
Estado de greve permanece e paralisação pode voltar
Segundo o dirigente sindical, a categoria permanecerá em estado de greve. Caso não haja avanço nas tratativas ou seja apresentada uma proposta considerada insuficiente na reunião da próxima segunda, os trabalhadores poderão retomar a paralisação.
“Foi uma assembleia muito tensa e difícil, já que os rodoviários estão revoltados com a atual condição de trabalho da categoria. Infelizmente falta sensibilidade aos empresários e quem paga essa conta são os usuários, que em sua grande maioria entenderam e apoiam a situação e os motivos dessa reação dos motoristas”, disse Sebastião.
Propostas do sindicato são mantidas
Sebastião afirmou ainda que a categoria não pretende recuar das reivindicações aprovadas em assembleia e encaminhadas ao Rio Ônibus. Entre os principais pontos estão a mudança da data-base para 1º de março, salário de R$ 5 mil para motoristas de ônibus articulados e de R$ 4 mil para os demais condutores, o fim dos contratos temporários com a contratação via CLT dos profissionais do BRT, tíquete-alimentação de R$ 1 mil, jornada de trabalho 5×2, manutenção do passe livre da categoria, indenização pelos 30 minutos do intervalo de almoço, além da oferta de planos de saúde e odontológico.
“Queremos apenas o que nos é de direito. Em todos esses anos como sindicalista, não me lembro de algo parecido ter ocorrido””, argumentou.
Com informações da fonte
https://temporealrj.com/greve-dos-rodoviarios-suspensa-assembleia/

