Ex-atletas do Intercolegial atuam na organização esportiva e formando talentos

Tempo de leitura: 5 min


Quando as finais do tênis de mesa terminaram no Sesc São João de Meriti, no último fim de semana, quem coordenava a competição conhecia bem a sensação de disputar cada ponto. O presidente da Federação de Tênis de Mesa do Estado do Rio de Janeiro, Lucas Carvalho, e parte da equipe responsável pela organização passaram pelas mesmas mesas anos atrás, como estudantes no torneio. Hoje, trabalham para que outros jovens encontrem no esporte oportunidades semelhantes às que transformaram suas vidas.

  • Legado olímpico: GEOs se consolidam no Intercolegial 2026
  • Intercolegial 2026: Veteranos buscam as últimas medalhas da vida escolar

A história se repete com pequenas variações. Lucas Carvalho, Emanuel Nascimento Júnior, Renato Pinho e Bruna Miras descobriram o tênis de mesa na escola, foram observados em competições estudantis, conquistaram bolsas no Santa Mônica Rede de Ensino e seguiram no esporte. Hoje, todos integram a diretoria da federação, que coordenou a modalidade nesta edição.

Carvalho talvez resuma melhor esse ciclo. Ele começou a jogar aos 14 anos no Colégio Pereira Lopes, em Madureira. Pouco depois, chamou a atenção do técnico Márcio Aragão, do Santa Mônica, conquistou bolsa de estudos, foi campeão do torneio, tornou-se oito vezes campeão brasileiro, jogou profissionalmente e hoje preside a federação.

— O torneio me deu muito mais do que medalhas. Foi através dele que consegui bolsa para estudar, depois para fazer faculdade e construir minha profissão. O esporte abriu portas que talvez nunca existissem para mim — diz.

Além de atleta, ele se tornou advogado. E faz questão de destacar o Intercolegial como vitrine.

— As escolas valorizam a competição. Muitos alunos conseguem bolsas justamente por causa dela. O esporte é uma ferramenta de inclusão, mas também pode ser uma profissão — afirma.

O crescimento da modalidade também impressiona quem acompanhou essa trajetória de dentro.

— Quando eu disputava, tínhamos menos da metade dos atletas de hoje. Agora o ginásio lota. Isso é resultado do trabalho das escolas, da federação e também do efeito Hugo Calderano — pondera Carvalho.

Antes de se tornar um dos principais nomes do tênis de mesa mundial, Calderano também passou pelo Intercolegial, jogando pelo Colégio Santo Inácio.

As histórias dos colegas seguem caminhos semelhantes. Nascimento Júnior conheceu o esporte aos 13 anos, ganhou bolsa no Santa Mônica, representou o Rio nos Jogos Escolares e hoje atua como assessor da presidência da federação.

— O esporte mudou completamente a minha vida, com disciplina, foco e oportunidades— diz.

Pinho também encontrou no torneio uma virada. Após a mãe perder o emprego, conseguiu bolsa de estudos por meio do tênis de mesa e, mais tarde, entrou na universidade de Ciências da Computação com bolsa integral. Hoje desenvolve um app da federação para os atletas.

— Se não fosse o torneio, minha história seria muito diferente — afirma.

Bruna entrou no Santa Mônica acompanhando a irmã, também beneficiada por bolsa esportiva. Agora integra a diretoria da federação.

— Hoje somos nós que recebemos esses estudantes. É gratificante ver novos atletas vivendo experiências parecidas com as nossas — diz.

Luizinho é técnico do time feminino de handebol do Santa Mônica — Foto: Lana Costa

O mesmo ciclo aparece em outras modalidades. No handebol, Luiz Carlos Lopes Alvarenga Junior, o Luizinho, hoje técnico da equipe feminina do Santa Mônica, também começou sua história no torneio como atleta.

Depois de competir, virou treinador e viveu uma temporada de destaque no ano passado, com título no Intercolegial, conquista dos Jogos Escolares do Estado do Rio e terceiro lugar nos Jogos da Juventude, em Brasília. Para ele, o principal legado vai além dos resultados:

— Não é só medalha. É ver como o esporte transforma esses jovens, ensinando disciplina e superação e abrindo oportunidades.



Com informações da fonte
https://extra.globo.com/esporte/intercolegial/noticia/2026/07/ex-atletas-do-intercolegial-atuam-na-organizacao-esportiva-e-formando-talentos.ghtml

Compartilhe este artigo
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *