A presença feminina no comando das chapas presidenciais caiu pela metade em 2026. Apenas duas mulheres concorrem à Presidência da República, contra quatro nas eleições de 2022.
Ao todo, sete mulheres disputam os cargos de presidente ou vice: duas lideram chapas e cinco ocupam a segunda posição. Elas representam 27% dos 26 postos disponíveis nas 13 candidaturas registradas. Em 2022, eram oito mulheres, equivalentes a 36% das vagas.
A participação feminina também está menos distribuída. Somente cinco das 13 chapas deste ano têm ao menos uma mulher, índice de 38%. Na eleição passada, elas apareciam em seis das 11 candidaturas, ou 55%.
Duas chapas são formadas exclusivamente por mulheres: Clariana Barão e Fabiana Torquato, do DC; e Samara Martins e Raquel Brício, da UP. Cleusa Santos, Vanessa Portugal e Suêd Haidar concorrem como vice nas demais candidaturas com presença feminina.
Especialistas ouvidas pelo G1 avaliam que os números refletem barreiras históricas dentro dos partidos, como a baixa participação das mulheres nas direções partidárias, a dificuldade de acesso a recursos e a menor presença em cargos de destaque.
A legislação exige que pelo menos 30% das candidaturas proporcionais sejam destinadas a um dos gêneros. A regra, porém, não vale para eleições majoritárias, como as disputas para presidente, governador e prefeito.
Os registros ainda serão analisados pela Justiça Eleitoral e o cenário pode sofrer alterações.
Com informações do G1.
