Abaixo-assinado já passou de 500 assinaturas e cobra cancelamento do evento de setembro e fim das barcas extras
Paquetá quer dar um basta na folia que, segundo moradores, virou sinônimo de caos. Um abaixo-assinado contra o bloco Boto Marinho já ultrapassou 500 assinaturas e pede o cancelamento do carnaval fora de época previsto para setembro de 2026, além do fim das barcas extras utilizadas para transportar foliões até a Ilha. O evento tem contado com apoio operacional da Prefeitura do Rio e inclusão na agenda oficial de eventos da Riotur.
O abaixo-assinado será encaminhado ao Ministério Público do Rio. Moradores pedem a abertura de investigação sobre os impactos do evento e questiona a atuação dos organizadores. Também pedem que órgãos como SEOP, Riotur, Secretaria de Transportes e Polícia Militar sejam acionados.
O movimento “SOS Paquetá – Diga Não ao Boto” ganhou força depois do evento realizado em março, quando, segundo os organizadores da petição, uma multidão tomou conta da Ilha e provocou uma série de problemas.
A reclamação dos moradores é direta: Paquetá tem pouco mais de 3,6 mil habitantes e, na visão dos autores do manifesto, não tem estrutura para receber uma multidão muitas vezes maior do que a própria população. No último evento foram mais de 15 mil visitantes.
‘Caos absoluto’
Os moradores afirmam que a chegada em massa de foliões provocou superlotação no atendimento médico, consumo excessivo de álcool, falta de banheiros, urina nas ruas, invasão de propriedades e problemas de segurança.
A petição também denuncia tentativas de intimidação contra moradores e comerciantes que criticaram o evento. A acusação é pesada: os autores afirmam que organizadores teriam feito pressão e ameaçado boicotes a comerciantes locais.
Agora, a briga é pelas barcas
Para os moradores, o ponto central da discussão está justamente no transporte. A mobilização quer impedir que a operação de barcas seja reforçada para o evento. A ideia é simples: sem barcas extras, a quantidade de pessoas que consegue chegar à Ilha fica limitada à capacidade da operação regular.
O manifesto cobra que a concessionária responsável pelo transporte aquaviário e os órgãos públicos mantenham apenas a grade normal no dia do evento.
‘Salvem Paquetá’
O tom do movimento é de confronto: os moradores dizem que não são contra a cultura ou contra o Carnaval, mas contra o que classificam como “turismo de massa predatório”. Os moradores querem fazer barulho antes que a próxima multidão desembarque na Ilha. A Prefeitura do Rio não se pronunciou sobre o caso. O espaço segue aberto para manifestação oficial.
