Três pessoas da mesma família foram mortas em um ataque a tiros na noite deste domingo, em Isla Cristina, na província de Huelva, no sul da Espanha. Entre as vítimas estão uma mulher de 39 anos, que estava grávida, a mãe dela, de 62, e o filho, de 16. A Guarda Civil espanhola investiga a possibilidade de o crime ter sido motivado por um acerto de contas entre integrantes de diferentes clãs.
Ainda não há informações sobre o bebê que a mulher esperava.
O ataque ocorreu por volta das 22h, no bairro El Rocío. Segundo as informações preliminares, ocupantes de uma motocicleta passaram pelo local e abriram fogo contra várias pessoas que estavam na rua.
Outros dois homens foram baleados. Um deles foi levado ao hospital em estado grave, mas não há informações atualizadas sobre seu quadro de saúde. O segundo foi atingido na perna e encontra-se em condição estável.
Após o crime, a Guarda Civil montou uma ampla operação de segurança e iniciou buscas pelos responsáveis pelos disparos. Até o momento, não há informações sobre prisões.
Uma das principais linhas de investigação é de que o ataque tenha sido um acerto de contas entre membros de diferentes clãs. Outras hipóteses, porém, ainda não foram descartadas. O caso corre sob sigilo.
Polícia apura possível relação com sequência de tiroteios
Caso a hipótese de vingança seja confirmada, os investigadores também deverão apurar uma possível ligação com uma sequência de episódios violentos registrada na região desde 2024.
Em setembro daquele ano, um tiroteio no bairro de El Torrejón, em Huelva, deixou uma pessoa morta e outras duas feridas. O homem apontado como autor dos disparos fugiu, mas acabou localizado e preso semanas depois em Gijón, nas Astúrias.
Nas semanas seguintes, outros ataques a tiros foram registrados no bairro, alguns apontados como retaliações e outros como atos de intimidação. A violência posteriormente chegou a Isla Cristina, para onde familiares do suspeito do primeiro crime teriam se deslocado.
Em maio de 2025, a Guarda Civil prendeu três pessoas na região acusadas de ameaçar moradores com armas e efetuar disparos a partir de telhados. Dois meses depois, outro tiroteio em Isla Cristina terminou com um homem morto e uma mulher ferida.
