Em agenda realizada em Campos na noite de terça-feira (28), o deputado federal Renan Ferreirinha (PSD) concedeu entrevista à imprensa e falou sobre temas importantes. O parlamentar abordou a disputa pela reeleição, respondeu se deixaria uma eventual cadeira na Câmara dos Deputados para assumir um cargo no Governo do Estado e afirmou que o Rio de Janeiro é visto como uma “chacota nacional”. Aos 32 anos, ele já acumula passagens por importantes cargos públicos.
Durante o mandato como deputado federal, Renan licenciou-se do cargo para assumir a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro. Um dos principais projetos de sua gestão foi a criação dos Ginásios Educacionais Tecnológicos (GETs), modelo de escola pública em tempo integral voltado para inovação. Ao ser questionado se seria possível levar essa experiência para o interior do estado, ele foi enfático:
“Acredito que todas as políticas públicas que conseguimos implementar na capital são totalmente factíveis de serem replicadas no interior. Da mesma forma, muitas políticas públicas desenvolvidas no interior do estado também podem ser aplicadas na capital. É um processo de mão dupla”, afirmou.
Renan também criticou a situação das escolas técnicas estaduais. Segundo ele, a formação oferecida atualmente não acompanha as necessidades econômicas do Rio de Janeiro.
“O Estado do Rio possui uma enorme diversidade e potencialidades regionais. No entanto, não tem escolas técnicas alinhadas às vocações econômicas de cada região. Como é possível que as Faetecs do Norte e do Noroeste Fluminense, tendo Campos como um grande polo educacional, cultural e de produção de conhecimento, não estejam voltadas para a formação de mão de obra qualificada? Infelizmente, isso é resultado de um projeto de estado que abandonou a formação técnica”, declarou.
Saída da Câmara para assumir secretaria?
Outro tema abordado foi a possibilidade de deixar a Câmara dos Deputados, caso seja reeleito, para assumir um cargo no Governo do Estado em uma eventual gestão de Eduardo Paes (PSD). Renan não descartou essa possibilidade, mas ressaltou que sua prioridade é exercer o mandato parlamentar.
“Isso é uma prerrogativa de quem vence a eleição. Se o meu futuro governador for eleito, quero muito atuar como representante do Estado. Quero defender pautas importantes, como a proibição das redes sociais para crianças. Também quero ajudar na reconstrução do nosso estado. Não consigo ficar tranquilo com o fato de o Rio de Janeiro ter a segunda pior educação estadual do país”, afirmou.

