A defesa do ex-governador Cláudio Castro afirmou ter sido “surpreendida” pela operação da Polícia Federal realizada nesta sexta-feira (15) no âmbito das investigações envolvendo a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos.
Em nota, os advogados disseram que ainda não tiveram acesso ao conteúdo do pedido de busca e apreensão, mas afirmaram que Castro “está à disposição da Justiça para dar todas as explicações”, além de destacar a “convicção de sua lisura”.
Segundo a defesa, todos os atos praticados durante a gestão seguiram critérios técnicos e legais previstos na legislação, incluindo medidas relacionadas à política de incentivos fiscais do estado.
Os advogados também ressaltaram que a gestão de Cláudio Castro foi “a única” a conseguir que a Refit realizasse pagamentos de dívidas junto ao estado.
“Foi garantido o pagamento de parcelas cujo montante se aproxima de R$ 1 bilhão”, afirma a nota.
A defesa acrescenta que o parcelamento está atualmente suspenso por decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e que a Procuradoria Geral do Estado moveu diversas ações contra a empresa ao longo da gestão.
Na manhã desta sexta-feira, agentes da Polícia Federal cumpriram mandados de busca e apreensão relacionados à investigação.
Leia abaixo a íntegra da nota enviada pela defesa de Cláudio Castro:
“A defesa do ex-governador do Rio Claudio Castro afirma que foi surpreendida com a operação de hoje e que ainda não tomou conhecimento do objeto do pedido de busca e apreensão. No entanto, Castro está a disposição da Justiça para dar todas as explicações convicto de sua lisura.
Todos os procedimentos praticados durante a sua gestão obedeceram aos critérios técnicos e legais previstos na legislação vigente, inclusive aqueles relacionados à política de incentivos fiscais do Estado, que seguem normas próprias, análises técnicas e deliberação dos órgãos competentes.
É de suma importância destacar que a gestão Cláudio Castro foi a única a conseguir que a Refinaria de Manguinhos pagasse dívidas com o estado, o que reforça a postura isenta e institucional do ex-governador. No total, gestão conseguiu garantir o pagamento de parcelas cujo o montante se aproxima de R$ 1 bilhão.
Atualmente, o parcelamento se encontra suspenso por força de decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em agravo de instrumento.
Ao longo da gestão, a PGE (Procuradoria Geral do Estado) engressou com inúmeras ações contra a Refit, o que demonstra que a Procuradoria sempre atuou para que a empresa pagasse o que deve ao Estado.”
Com informações da fonte
https://temporealrj.com/claudio-castro-nega-operacao-refit/

