Acusado de matar servidora da Polícia Civil é recapturado em Magé | Magé

Tempo de leitura: 5 min
Thalis Rosário Salles, de 30 anos, conhecido pelos apelidos de "Cachorrão" ou "Morceguinho", foi recapturado em Magé - Divulgação/Disque-Denúncia




Thalis Rosário Salles, de 30 anos, conhecido pelos apelidos de “Cachorrão” ou “Morceguinho”, foi recapturado em MagéDivulgação/Disque-Denúncia

Um homem apontado como um dos envolvidos no assassinato de uma funcionária da 65ª DP (Magé), ocorrido em outubro de 2015, foi recapturado por policiais militares do 34º BPM (Magé), na manhã da última quarta-feira, 4. A informação foi divulgada apenas neste sábado, 7. Thalis Rosário Salles, de 30 anos, conhecido pelos apelidos de “Cachorrão” ou “Morceguinho”, estava foragido do sistema penitenciário desde agosto de 2026.
LEIA MAIS: Homem é preso por envolvimento em ataques de facção a bairros de Magé
LEIA MAIS: Polícia prende quatro durante operação contra Comando Vermelho em Magé

A prisão aconteceu por volta das 4h30, na Rua Barão do Triunfo, na comunidade da Lagoa, região central de Magé, na Baixada Fluminense. Segundo a Polícia Militar, os agentes chegaram até o suspeito após análise de informações repassadas pelo Disque Denúncia. Ele é apontado como integrante da facção criminosa Comando Vermelho (CV).

Thalis é um dos investigados pela morte de Ivana Maria Marinho Sodré Leite, de 51 anos, funcionária administrativa da delegacia, que foi sequestrada e assassinada em outubro de 2015. De acordo com as investigações, o crime teria sido motivado pelo trabalho que ela exercia na unidade policial, o que teria provocado a revolta de traficantes da região.

Na ocasião, os criminosos teriam simulado estar fugindo de um confronto e, mesmo feridos por disparos, pedido ajuda à vítima. Ao abrir a porta de casa, na Rua Hilário José Cabral, no bairro Figueira, Ivana foi rendida e levada pelo grupo.

O corpo foi encontrado posteriormente dentro de um veículo Gol pertencente à vítima, no bairro Saco, em Magé. Ela apresentava ferimentos provocados por tiros na perna, na boca e no peito. Segundo a investigação, os autores teriam escolhido uma área dominada por uma facção rival, o Terceiro Comando Puro (TCP), para tentar atribuir a responsabilidade pelo assassinato a outros criminosos.

Além de Thalis, outros quatro homens foram apontados como participantes da ação. Um deles, Gabriel Almeida Pereira, conhecido como Biel ou Da Redley, morreu em agosto de 2026. Marcelo Matheus Pereira Santos, o Crânio, está preso desde março deste ano. Outros dois suspeitos eram conhecidos pelos apelidos de Nike e PT.

Histórico criminal e apreensões

Cachorrão possui antecedentes por envolvimento com o tráfico de drogas. Ele foi preso pela primeira vez em maio de 2016 e condenado a oito anos de reclusão. Em setembro de 2020, passou ao regime de prisão albergue domiciliar. Em agosto de 2021, voltou a ser preso por policiais do 34º BPM, também por envolvimento com o tráfico.

Em agosto de 2025, foi transferido do regime fechado para o semiaberto. Já em junho de 2026, obteve autorização para uma Visita Periódica ao Lar (VPL), em razão do Dia dos Pais, com a obrigação de retornar à unidade prisional até 13 de agosto. Como não se apresentou na data estabelecida, passou à condição de evadido do sistema penitenciário.

Durante a operação que resultou na recaptura, os policiais também apreenderam um adolescente de 17 anos. Com os dois, foram encontrados um fuzil Colt calibre 5,56 mm, com numeração suprimida, 48 munições, dois carregadores de fuzil, 327 pinos de cocaína, 91 tiras de maconha, um rádio transmissor e dois aparelhos celulares.

Os envolvidos e todo o material apreendido foram encaminhados à 65ª DP. Contra Thalis havia um mandado de recaptura expedido pela Vara de Execuções Penais (VEP). Ele foi autuado por crimes relacionados ao tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídio, porte ilegal de arma de fogo e corrupção de menores. O adolescente também foi autuado por tráfico e associação para o tráfico.

Após os procedimentos na delegacia, Thalis foi encaminhado a uma unidade prisional, onde ficará à disposição da Justiça.

O Disque Denúncia reforça o pedido de colaboração da população para localizar foragidos da Justiça em Magé. Informações podem ser repassadas, de forma anônima, pelo telefone (21) 2253-1177, disponível 24 horas por dia, ou pelo número 0300-253-1177. Também é possível utilizar o aplicativo Disque Denúncia RJ e o WhatsApp pelo número (21) 2253-1177.



Com informações da fonte
https://odia.ig.com.br/mage/2026/11/7320284-acusado-de-matar-servidora-da-policia-civil-e-recapturado-em-mage.html

Compartilhe este artigo
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *