Correr até o Cristo à noite: uma subida para viver o Rio iluminado do alto

Tempo de leitura: 5 min


Subir o Corcovado correndo enquanto o Rio vai se iluminando lá embaixo, com o Cristo aceso no alto, e depois voltar de trem, com festa nos vagões. Confesso que o programa da Uphill Cristo Redentor, em 21 de novembro, me ganhou. Só não vou porque é meu aniversário e já tenho comemoração marcada. Mas toparia muito encarar essas ladeiras para ver a cidade à noite, desse ângulo.

Na quinta edição da prova, a expectativa é reunir 1.500 corredores. As largadas das três opções de percurso – 5km, 10km e 21km – serão simultâneas, às 17h30, em três pontos do Rio. A corrida começa ainda com a luz do fim da tarde e avança pela noite no Parque Nacional da Tijuca, com chegada na Estação Paineiras. 

“A gente não monta a prova em cima de um cenário bonito: a gente monta a prova para viver esse cenário praticando esporte. Subir o Corcovado correndo, chegar nas Paineiras, com a cidade lá embaixo, depois descer com música dentro do trem, aquela pegada descontraída. É uma experiência ímpar”, destaca Bernardo Fonseca, fundador e CEO da X3M, organizadora do evento.

Para Bernardo, a corrida também é uma oportunidade de o carioca aproveitar uma paisagem que, na pressa do dia a dia, acaba passando despercebida.

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“O Rio tem uma coisa que quase nenhuma outra cidade tem: a montanha dentro dela. Você está ali no meio do trânsito, naquele caos, aí olha para cima e está lá o Cristo. A gente convive com o Cristo o tempo todo. Todo dia ele está olhando, mas tem hora que a gente quase para de enxergar que tem isso. O Uphill vem para devolver essa vista para quem mora aqui”, completa.

Treinos aos sábados do Bonde Uphill ajudam os corredores na preparação para enfrentar as ladeiras (//Divulgação)
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No dia da prova, a estrada que leva ao Cristo será fechada ao trânsito, dando lugar aos corredores com suas lanternas de cabeça. Pelo caminho, eles poderão avistar o Aterro, a Lagoa e Botafogo, além do próprio Corcovado iluminado. “O Rio merece ser visto assim, com esse outro olhar, pelo menos uma vez no ano”.

Há três opções para participar. Os 5 quilômetros começam no heliponto do Mirante Dona Marta, enquanto os 10 quilômetros saem da Ladeira do Ascurra, no Cosme Velho, com 7,5 quilômetros de subida contínua. Já os 21 quilômetros partem do Solar da Imperatriz, na Estrada da Vista Chinesa, e acumulam mais de 1.300 metros de ganho de elevação. Bonito vai ser. Fácil, nem tanto.

Durante o percurso, cada corredor receberá uma garrafa flexível de 250 mililitros no primeiro posto de hidratação, para reabastecer nos demais pontos e dispensar o uso de copos na montanha. Depois da chegada, será hora de embarcar no Trem do Corcovado para a descida Matsuri — festa, em japonês —, com DJ e iluminação especial nos vagões até o Cosme Velho.

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Gostei especialmente dessa parte. Depois de tanto esforço, voltar sentado já seria ótimo. Com música e comemoração, melhor ainda.

A prova já começa a movimentar a cidade. Para ajudar na preparação, a organização oferece o Bonde Uphill, grupo oficial de treinamento comandado pelo professor de educação física e influenciador Pedro Paulo, o @treinadorpp. Os encontros acontecem todos os sábados, às 17h, nas ladeiras cariocas, e os participantes recebem planilhas específicas para a distância que vão disputar.

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São treinos com pontos de hidratação, sinalização, batedores e segurança. Quem está inscrito na prova tem acesso a todos os encontros sem custo adicional. E quem ainda está decidindo, pode experimentar um treino avulso por R$ 50 e, caso faça a inscrição na corrida, terá o valor descontado integralmente. 





Com informações da fonte
https://vejario.abril.com.br/coluna/aline-salcedo/correr-ate-o-cristo-a-noite-uma-subida-para-viver-o-rio-iluminado-do-alto/

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