- Banco encerrou atividades em 1964
- Investigação aponta uso de manifestação fraudada Um dos pontos identificados durante as apurações diz respeito ao suposto uso de uma manifestação fraudada do Ministério Público para fundamentar a reativação do banco. Conforme a Polícia Civil, o documento teria sido elaborado por um estagiário da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que representava um dos investigados. Para isso, ele teria utilizado indevidamente a senha de acesso de uma assessora do órgão ministerial. A investigação busca esclarecer a participação de cada envolvido na articulação que permitiu a retomada do registro da instituição financeira e a eventual tentativa de dar aparência legal à reivindicação do crédito. Primeira fase ocorreu em junho
Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em residências de alto padrãoReprodução/Polícia Civil
Na ação, os agentes cumpriram dez mandados de busca e apreensão em imóveis de alto padrão na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste, e nos bairros de Botafogo e Jardim Botânico, na Zona Sul. Durante as diligências, foram recolhidos R$ 95 mil, 6 mil euros e 4 mil dólares, além de documentos e outros materiais que poderão auxiliar na investigação.
Segundo a Polícia Civil, entre os oito indiciados estão advogados, servidores públicos e dois ex-presidentes de um órgão público. Os investigados foram apontados pelos crimes de falsidade ideológica, estelionato, corrupção ativa, corrupção passiva e associação criminosa.
Banco encerrou atividades em 1964
Mesmo décadas depois, um grupo que se apresentava como acionista teria conseguido restabelecer o registro empresarial da instituição na Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro (Jucerja), em 2024. A medida, segundo a apuração, ocorreu apesar de decisões judiciais e manifestações técnicas contrárias à reativação.
A Polícia Civil suspeita que a retomada do registro tenha servido para reivindicar direitos sobre um crédito bilionário relacionado à desapropriação de um terreno com aproximadamente 153 mil metros quadrados, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste.
Primeira fase ocorreu em junho
Entre os alvos estavam acionistas ligados ao antigo banco e integrantes da Jucerja. Na época, a investigação também examinava possíveis relações entre pessoas envolvidas no caso e outras práticas suspeitas, como invasões de terrenos, fraudes imobiliárias e construção de condomínios irregulares na Barra da Tijuca.
Com a segunda fase, a Polícia Civil informou ter encerrado a investigação e indiciado oito pessoas. O material recolhido será utilizado na apuração dos crimes apontados pela corporação. A eventual responsabilização dos investigados ainda dependerá da análise do Ministério Público e das decisões da Justiça.
