O PL oficializou nesta quarta-feira (04/11), em Brasília, a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado, cuja eleição está marcada para 1º de fevereiro. O parlamentar afirma que pretende destravar pautas da oposição, entre elas o projeto de anistia aos condenados pela tentativa de golpe de Estado.
A candidatura foi anunciada após uma reunião com cerca de 30 senadores. Marinho também defendeu a adoção do voto aberto na eleição da Mesa Diretora, atualmente realizada de forma secreta. Segundo ele, a mudança permitiria que os eleitores acompanhassem o posicionamento dos parlamentares. O senador, no entanto, reconheceu que ainda será necessário avaliar como a proposta poderia ser implementada.
Marinho também afirmou que não pretende transformar a candidatura em uma campanha pelo impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o senador, o foco será a defesa da Constituição. Ele ressaltou, porém, que eventuais denúncias de crimes de responsabilidade contra integrantes da Corte deverão ser analisadas.
Ao justificar a candidatura, Marinho criticou a distribuição de espaços nas comissões do Senado e prometeu respeitar os parlamentares que discordarem de sua gestão, caso seja eleito. O senador também destacou a importância de ampliar o apoio à oposição para enfrentar o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).
Marinho busca acordo com Tereza Cristina
Apesar de oficializar a candidatura, Rogério Marinho afirmou que pretende negociar uma composição com a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que também disputa a presidência do Senado. Segundo ele, os dois conversaram nesta quarta-feira e devem tentar chegar a um entendimento para apresentar um nome único da oposição.
Marinho reconheceu a legitimidade da candidatura da ex-ministra da Agricultura e afirmou que a escolha deverá levar em conta a capacidade de conquistar votos entre os senadores. Tereza Cristina, por sua vez, não pretende desistir da disputa neste momento e aposta no apoio de parlamentares de diferentes partidos.
O PL conta com o apoio de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e de Carlos Bolsonaro (PL-SC), eleito senador por Santa Catarina. A legenda pretende usar o tamanho de sua bancada para reivindicar o comando da Casa.
Já Alcolumbre tem o respaldo das direções de partidos como MDB, PSD e PT, além de lideranças da federação União-PP. Apesar dos apoios anunciados, a votação secreta pode abrir espaço para divergências entre os parlamentares.
