A Caixa Econômica Federal decidiu acionar o Tribunal Superior do Trabalho (TST) contra a greve dos funcionários, que chega ao 15º dia nesta quinta-feira (24).
O banco vai pedir a abertura de um dissídio coletivo após uma tentativa de conciliação com os trabalhadores terminar sem acordo na quarta-feira (23).
Em nota, a Caixa afirmou que manteve diálogo com os empregados e as entidades representativas durante as negociações e que apresentou diferentes propostas ao longo do processo. Segundo o banco, as ofertas incorporaram demandas dos trabalhadores, mas não foi possível chegar a um consenso.
A Caixa disse que busca, com o processo no TST, uma solução institucional que garanta “segurança jurídica e previsibilidade” para as partes. O banco também afirmou que manterá o diálogo com os empregados e cumprirá as determinações da Justiça do Trabalho.
O principal impasse nas negociações é o Saúde Caixa, plano de saúde dos empregados, segundo os representantes dos trabalhadores.
Com a paralisação, como ficam as contas e os pagamentos dos benefícios sociais, como o Bolsa Família?
Consumidor deve continuar pagando normalmente
Segundo o Procon-SP, a greve não afasta a obrigação de pagar as contas dentro do prazo de vencimento. Por isso, o consumidor deve ficar atento às datas para evitar a cobrança de juros.
O órgão orienta que os pagamentos sejam feitos, quando disponíveis, pelos sites ou aplicativos dos bancos. Também é possível recorrer a redes de supermercados e casas lotéricas que recebem boletos e contas de água, luz, gás e telefone.
O banco ainda explicou que os pagamentos serão, em sua maioria, por meio de crédito em contas bancárias. O dinheiro pode ser movimentado pelos aplicativos Caixa TEM e App Caixa ou pelo cartão de débito vinculado à conta.
Os recursos podem ser usados para fazer PIX, pagar contas e boletos e realizar compras em estabelecimentos comerciais. Também é possível sacar o dinheiro nos canais disponíveis.
Como a greve começou
Os funcionários da Caixa estão em greve nacional desde 10 de setembro, após rejeitarem a proposta anterior de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho. Nesta segunda, os trabalhadores rejeitaram a segunda proposta do banco.
A paralisação começou após mais de 90% das bases sindicais rejeitarem a oferta apresentada pelo banco, de acordo com a Contraf-CUT. O Saúde Caixa era apontado pelas entidades como um dos principais pontos de discordância nas negociações.
Enquanto os empregados da Caixa decidiram entrar em greve por tempo indeterminado, a categoria bancária já havia assinado a Convenção Coletiva de Trabalho com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
