A quantidade recolhida de linha chilena foi considerada expressiva pelos investigadores.Reprodução/Polícia Civil
A ação ocorreu no âmbito de uma investigação sobre a produção e a comercialização irregular da linha chilena. Segundo a Polícia Civil, as diligências foram intensificadas depois da morte do coronel do Exército Alvaro Roberto Cruz, vítima de um acidente durante um salto de parapente em São Conrado, no dia 28 de agosto. A suspeita é de que ele tenha sido atingido por uma linha cortante. O nome dos presos não foi divulgado.
A partir das informações reunidas durante a apuração, os investigadores conseguiram identificar um endereço que seria utilizado para a produção clandestina do material. Os policiais foram até o imóvel nesta terça-feira e encontraram a estrutura usada para a fabricação.
Entre os itens apreendidos estavam carretéis, linhas, equipamentos e outros materiais empregados no processo de produção. A quantidade recolhida foi considerada expressiva pelos investigadores. O material deverá passar por análise para auxiliar na apuração.
De acordo com a delegada Josy Lima, da DPMA, o objetivo da investigação é interromper a cadeia de produção e distribuição de um produto que pode representar risco para a população.
“Nosso principal objetivo é interromper a produção e a distribuição de um produto que oferece sério risco à população”, afirmou a delegada.
As cinco pessoas encontradas no local foram conduzidas à delegacia e presas em flagrante. Elas responderão pelo artigo 56 da Lei de Crimes Ambientais, que prevê punição para quem produz, comercializa, transporta, armazena ou utiliza produto ou substância perigosa, nociva à saúde humana ou ao meio ambiente em desacordo com as exigências legais. A pena prevista para o crime é de um a quatro anos de reclusão, além de multa.
Investigação busca compradores
Apesar da localização da fábrica, a apuração não foi encerrada. A Polícia Civil pretende identificar a rede responsável pela distribuição do material e descobrir para quem a linha chilena era vendida.
Segundo Josy Lima, os investigadores agora devem buscar informações que permitam chegar aos compradores e a outros envolvidos na cadeia de comercialização.
“As investigações irão continuar para conseguirmos apurar quem são os compradores e para quem eles distribuem esse tipo de material”, declarou.
A linha chilena é considerada especialmente perigosa por possuir características cortantes que podem provocar ferimentos graves em pessoas que entram em contato com o fio. O risco também é associado ao uso do material em áreas urbanas, onde motociclistas, ciclistas, pedestres e outros usuários das vias podem ser atingidos.
A investigação da DPMA pretende esclarecer ainda a extensão da atividade clandestina e verificar se o grupo preso nesta terça-feira possui ligação com outros pontos de fabricação ou distribuição do produto no Rio de Janeiro.
