Irã denuncia crime de guerra dos EUA em meio a novos ataques | Mundo e Ciência

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EUA voltaram a atacar o Irã em nesta terça-feira (7) - Reprodução / Redes sociais




EUA voltaram a atacar o Irã em nesta terça-feira (7)Reprodução / Redes sociais

O Ministério da Saúde do Irã informou, nesta quinta-feira (9), que os novos ataques dos Estados Unidos deixaram 14 mortos e 78 feridos desde quarta-feira (8). A ofensiva ocorre apesar de um acordo assinado entre os países em 17 de junho, que previa o fim das hostilidades.
Em retaliação, o Irã lançou bombardeios contra países do Golfo aliados aos norte-americanos. O país persa também denunciou um “crime de guerra” e está convencido de que Washington tenta sabotar o funeral de seu ex-líder supremo Ali Khamenei.

O Exército dos Estados Unidos acusou o Irã de ataques contra pelo menos três navios comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz nesta terça-feira (7). O Irã desafia Washington com a intenção de cobrar pedágio dos navios que transitam pelo Estreito de Ormuz – o país não cobrava tarifas antes dos ataques israelenses e americanos de fevereiro que desencadearam a guerra.

O principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que Ormuz só será plenamente aberto sob “disposições iranianas”. O governo dos Estados Unidos defende a liberdade de navegação, sem a cobrança de pedágios ou tarifas.

Bases americanas atacadas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o fim da trégua após a primeira troca de ataques na quarta-feira. Algumas horas depois, no entanto, ele abriu a possibilidade de prosseguir com o diálogo. Segundo as forças americanas, os últimos bombardeios contra o Irã tinham como alvo a capacidade do país de “ameaçar a livre navegação no Estreito de Ormuz”.

Um comunicado militar afirma que 90 alvos militares iranianos foram atingidos em ataques contra os sistemas de defesa aérea, depósitos de mísseis e drones.

Mas o Irã denunciou ataques contra infraestruturas civis. O Ministério das Relações Exteriores condenou ataques contra “províncias costeiras do sul” e contra duas pontes que levam à cidade sagrada de Mashhad, onde o caixão de Khamenei chegou nesta quinta-feira para o sepultamento.

Segundo a televisão pública, os ataques obrigaram a suspensão do serviço ferroviário entre Teerã e Mashhad. A Guarda Revolucionária acusou Washington de tentar “ofuscar” o funeral de Ali Khamenei.

Os ataques “representam, sem nenhuma dúvida, um crime de guerra flagrante”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores, que prometeu “defender a integridade territorial, soberania e segurança nacional”.

Por sua vez, a Guarda Revolucionária iraniana, o exército ideológico do país, anunciou que atingiu bases americanas no Bahrein e no Kuwait em ações de represália. O Exército oficial do país também reivindicou ataques contra alvos no Kuwait, Catar e Bahrein, três monarquias do Golfo aliadas dos Estados Unidos.

Segundo a imprensa estatal, os ataques atingiram “um sistema Patriot de interceptação de mísseis no Kuwait, um sistema de alerta antecipado no Catar e tanques de combustível no Bahrein, com um grande número e variedade de drones militares”. As autoridades kuwaitianas afirmaram que uma pessoa ficou ferida.

Também foram observados aviões de guerra sobre a ilha iraniana de Kish e várias explosões sacudiram as cidades portuárias de Bandar Abbas, Konarak e Shabahar, segundo a agência oficial de notícias IRNA.

“Isto é uma retaliação pelo bombardeio de navios de ontem por parte do Irã. Se voltar a acontecer, será muito pior”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.

Na quarta-feira, Trump declarou que a parte iraniana telefonou para ele porque queria alcançar um acordo. O presidente americano não revelou detalhes, mas colocou em dúvida um possível acordo ao afirmar que os iranianos estão “um pouco loucos”.

Marinheiros bloqueados

O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu medidas para reduzir a tensão e a retomada do diálogo.

O Irã afirmou que seu ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, e o primeiro-ministro do Catar, Mohamed bin Abdulrahman al Thani, conversaram por telefone na quarta-feira e “ressaltaram a importância de usar meios diplomáticos”.

Omã, na margem sul do Estreito de Ormuz, condenou os ataques contra o Bahrein e o Kuwait, assim como contra os navios, mas sem responsabilizar o Irã.

O país, que atuou como mediador entre Washington e Teerã, não atribuiu ao Irã a responsabilidade pelos ataques durante a guerra, com o objetivo de manter sua neutralidade, testada nas negociações sobre o controle de Ormuz.

Os três navios atacados nesta terça-feira navegavam perto da costa de Omã. O tráfego marítimo havia sido retomado de maneira tímida após a assinatura do protocolo de acordo de junho entre Washington e Teerã. Porém, quase 6.000 marinheiros continuam bloqueados na região, segundo a Organização Marítima Internacional.





Com informações da fonte
https://odia.ig.com.br/mundo-e-ciencia/2026/07/7275216-ira-denuncia-crime-de-guerra-dos-eua-em-meio-a-novos-ataques.html

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