Em meio ao escândalo envolvendo aplicações de R$ 3,7 bilhões no Banco Master, o Rioprevidência acumula pendências que impedem a renovação do Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP), vencido desde outubro do ano passado. Um levantamento do Ministério da Previdência aponta irregularidades em critérios considerados essenciais para a gestão do fundo estadual.
Entre as pendências registradas pelo governo federal estão inconsistências e a falta de envio da Política Anual de Investimentos (DPIN), dos Demonstrativos das Aplicações e Investimentos dos Recursos (DAIR) e do Demonstrativo de Informações Previdenciárias e Repasses (DIPR), documento que comprova o repasse ao fundo das contribuições descontadas dos contracheques dos servidores estaduais.
O relatório também aponta irregularidades no critério que verifica o cumprimento dos requisitos legais por dirigentes e conselheiros da autarquia.
Rioprevidência acumula irregularidades e segue sem certificado exigido pelo governo federal
O “apagão” administrativo torna ainda mais distante a regularização do Rioprevidência junto ao Ministério da Previdência. Sem o CRP, o governo do Rio permanece impedido de receber transferências voluntárias da União e de contratar operações de crédito com garantia do governo federal.
A crise ocorre em meio aos desdobramentos das investigações sobre os investimentos realizados pelo fundo no Banco Master, instituição controlada pelo empresário Daniel Vorcaro.
Segundo a Polícia Federal, o então governador Cláudio Castro (PL) teria promovido mudanças na direção do Rioprevidência pouco antes do início dos aportes que, de acordo com os investigadores, somaram cerca de R$ 3,7 bilhões. O documento aponta indícios de atuação coordenada para viabilizar os investimentos, apesar dos alertas emitidos por áreas técnicas e de controle.
Castro, que deixou o cargo em março deste ano, tornou-se alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela PF em maio. A investigação apura suspeitas de que o ex-governador teria recebido benefícios custeados por Vorcaro, como viagens internacionais e participação em eventos privados. Em contrapartida, segundo a PF, ele teria atuado politicamente para influenciar nomeações no Rioprevidência e garantir a aprovação das aplicações financeiras no Banco Master.
Com informações da coluna do Guilherme Amado no portal “Amado Mundo”.
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https://temporealrj.com/rioprevidencia-irregular-crp-banco-master/

