Polícia mira CV por raspar cabelo de mulheres no “tribunal do crime”

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1 de 1 dre - Foto: PCERJ/Divulgação


A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) deflagrou, nesta terça-feira (2/6), uma operação contra integrantes do Comando Vermelho (CV) investigados por torturar duas mulheres na comunidade do Risca-Faca, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.

Segundo as investigações, as vítimas foram espancadas, tiveram os cabelos raspados e foram obrigadas a percorrer ruas da comunidade pedindo desculpas aos criminosos.

Até o momento, três pessoas foram presas.

A ação é conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP), com apoio de equipes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE).

Os agentes cumprem mandados de busca e apreensão contra integrantes da facção investigados por tortura, tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo e exercício do domínio territorial armado na região.

As investigações começaram após a divulgação de imagens que mostravam a violência praticada contra as vítimas em 18 de maio deste ano.

De acordo com a Polícia Civil, as agressões foram registradas e divulgadas pelos próprios traficantes.

Para os investigadores, a divulgação teve como objetivo demonstrar força, intimidar moradores e reforçar o poder exercido pela facção na comunidade por meio do chamado “tribunal do crime”.

A partir da repercussão do caso, a especializada iniciou uma série de diligências que incluíram coleta de depoimentos, análise de imagens, cruzamento de dados de inteligência e trabalhos de campo.

Segundo a polícia, o material reunido aponta a participação direta de integrantes do Comando Vermelho nas agressões.

As investigações também identificaram que as ordens para a tortura partiram de duas lideranças da organização criminosa que atuam na região e possuem histórico de envolvimento com o tráfico de drogas.

A operação desta terça busca aprofundar a apuração, localizar novos envolvidos e reunir mais provas sobre a atuação do grupo.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar todos os responsáveis pelas torturas e enfraquecer a estrutura criminosa que exerce controle territorial na comunidade.

Nos bastidores da investigação, a avaliação é que a divulgação das próprias imagens pelos traficantes acabou ajudando a polícia a identificar participantes, reconstruir a dinâmica do crime e avançar na responsabilização dos envolvidos.



Com informações da fonte
https://www.metropoles.com/colunas/mirelle-pinheiro/policia-mira-cv-por-raspar-cabelo-de-mulheres-no-tribunal-do-crime

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