O empresário Ricardo Siqueira Rodrigues — apontado como principal operador financeiro no esquema que direcionou R$ 3,7 bilhões do governo do estado do Rio ao Banco Master — tem um histórico de acusações de fraudes financeiras no Rio.
Em 2024, antes das investigações envolvendo o Rioprevidência, Siqueira foi condenado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por irregularidades na captação de recursos para a construção de um hotel Barra da Tijuca ligado à marca do presidente americano Donald Trump, que, na época, ainda não tinha sido eleito.
Trump rompeu contrato com hotel
O projeto foi construído para as Olimpíadas de 2016, mas já não é mais vinculado a Trump. Em dezembro de 2016, quatro meses após a inauguração, a empresa do magnata americano rompeu o contrato de licenciamento da marca devido a atrasos nas obras e investigações de desvios, o que mudou o nome do local para LSH Barra Hotel. Ambos recorrem da decisão.
A condenação da CVM aponta que Rodrigues e seu sócio, o blogueiro Paulo Figueiredo Filho, inflaram o preço do negócio e prejudicaram os fundos de pensão envolvidos. As multas aplicadas aos dois somam mais de R$ 155 milhões.
Apesar do fim do contrato de Trump, Figueiredo visitou o próprio presidente na última semana, junto dos irmãos Flávio e Eduardo Bolsonaro, na Casa Branca, em Washington.
Siqueira foi operador financeiro de fraude no Rioprevidência, aponta PF
Na investigação atual sobre o Rioprevidência, a PF interceptou mensagens que indicam que Siqueira se comprometeu com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, a resolver os “trâmites internos” para atrair os investimentos. Em junho de 2023, o operador afirmou que o órgão estadual possuía um “dono” que precisava autorizar as movimentações.
A apuração aponta que Siqueira já estava ligado ao esquema desde, pelo menos, dezembro de 2023, quando o Rioprevidência realizou um aporte de R$ 200 milhões em letras financeiras do Master. Uma semana após a transação, o empresário enviou uma mensagem a Vorcaro em que comemorou o “cumprimento integral da missão proposta” em um prazo de 45 dias.
Antes do caso Master e da condenação pela CVM, Siqueira foi investigado na Operação Lava Jato. Em 2018, ele firmou um acordo de delação premiada. Seu nome aparece em investigações de um esquema de propinas na gestão do ex-prefeito Marcelo Crivella.
Com informações do “G1”.
Com informações da fonte
https://temporealrj.com/siqueira-rioprevidencia-hotel-trump/

