A Justiça dos Estados Unidos condenou Daniel Sikkema por contratar um assassino de aluguel para matar o ex-marido, o galerista Brent Sikkema, assassinado em janeiro de 2024 no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio de Janeiro.
A decisão foi divulgada nessa sexta-feira (22/5) pelo Escritório de Procuradores dos Estados Unidos em Manhattan, de acordo com o The Wall Street Journal.
Conforme a acusação, Daniel planejou e financiou o assassinato durante um processo de separação conturbado e motivado por disputas financeiras.
O júri federal de Manhattan o considerou culpado em três acusações relacionadas à conspiração para contratar e pagar pelo crime. A promotoria pediu prisão perpétua, e a sentença deve ser anunciada na próxima semana.
De acordo com o procurador federal Jay Clayton, Daniel utilizou um telefone descartável para ordenar “friamente” a execução do ex-companheiro.
“A tragédia da morte de Brent Sikkema agora tem um desfecho significativo, já que um júri unânime de nova-iorquinos responsabilizou Daniel pelo assassinato insensato e a sangue frio”, afirmou o procurador.
Crime executado no Brasil
Segundo a promotoria norte-americana, Daniel contratou o cubano Alejandro Triana Prevez para executar o crime no Brasil.
As investigações apontam que o galerista foi morto a facadas dentro do apartamento onde passava férias, no Rio de Janeiro.
Brent Sikkema, de 75 anos, era um importante marchand de Nova York e fundador da Sikkema Jenkins, galeria conhecida por representar artistas como Vik Muniz e Kara Walker.
O corpo do galerista foi encontrado em 14 de janeiro de 2024 com 18 perfurações de arma branca. Segundo a perícia, ele já estava desacordado quando sofreu parte dos golpes.
De acordo com a Delegacia de Homicídios do Rio, Daniel teria oferecido cerca de US$ 200 mil para que Alejandro cometesse o assassinato. A acusação afirma que o executor viajou ao Brasil especificamente para cumprir o plano.
As investigações apontam ainda que Alejandro entrou no imóvel usando chaves fornecidas por Daniel.
Quinze dias após o crime, Alejandro confessou a autoria do assassinato. Segundo ele, recebeu US$ 9 mil pelo homicídio.
A defesa de Daniel, porém, alegou durante o julgamento que os valores correspondiam a pagamentos atrasados por serviços prestados.




