O Rio de Janeiro vai ganhar 74 km em motofaixas até dezembro de 2026. A implantação já começou, com 19 km na ligação entre a Lagoa, São Conrado e a Barra da Tijuca. Segundo a Prefeitura, a ampliação da rede ocorrerá em vias estratégicas e corredores importantes, como Lagoa-Barra, Avenida das Américas, Linha Vermelha e ligações entre Zona Sul e Galeão.
Segundo a prefeitura, a nova estrutura vai formar um corredor exclusivo para motociclistas em uma região considerada crítica para acidentes envolvendo motos.
“Motofaixa é mais segurança e mais organização no trânsito”, afirmou o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) durante a divulgação da medida, na madrugada desta quinta-feira (14), em vistoria no local.
Os motociclistas poderão utilizar a motofaixa do túnel Rafael Mascarenhas, no sentido São Conrado, a partir desta sexta-feira (15/05), quando a pintura será concluída.
No sentido Lagoa do túnel, a pintura deverá ser finalizada até o fim do mês. Já nas vias do entorno da Lagoa, o trabalho de pintura, segundo a prefeitura, dependerá das condições climáticas, com expectativa de conclusão até o início de julho.
Implantação e expansão
Atualmente, o Rio conta com cerca de 40 km de motofaixas operando em vias como a Linha Amarela, Avenida Brasil e Linha Vermelha. A primeira foi criada em 2024 na autoestrada Engenheiro Fernando Mac Dowell, em São Conrado, no sentido Lagoa, com 2 quilômetros de extensão.
O corredor formado pela Avenida Rei Pelé e Rua Teixeira Soares, no Maracanã, foi o segundo local e recebeu 2,4 km no sentido Centro, e 1,7 km quilômetros no sentido Méier.
Em julho, o elevado Engenheiro Freyssinet (Paulo de Frontin) receberá cinco quilômetros. Até dezembro de 2026, serão 74 km de intervenções em vias estratégicas e corredores importantes, como Lagoa-Barra, Avenida das Américas, Linha Vermelha e ligações entre Zona Sul e Galeão.
Impacto na redução de acidentes
Levantamentos da prefeitura apontam que as motofaixas registram adesão entre 86% e 96% dos motociclistas, além de contribuírem para uma circulação mais organizada nas vias. O município ressalta que os resultados também dependem de fiscalização permanente, controle de velocidade e monitoramento por câmeras e radares.
Segundo a CET-Rio, a medida busca reduzir conflitos entre carros e motos, organizar a circulação e diminuir o número de colisões em vias expressas e corredores de alta velocidade.


