A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em segunda discussão, o Projeto de Lei 1.282/23, que reconhece o Tapete de Sal de São Gonçalo como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado. A proposta é de autoria do presidente da Casa, deputado Douglas Ruas (PL), e segue agora para análise do governador, que terá 15 dias úteis para sancionar ou vetar o texto.
Tradicional manifestação religiosa realizada durante as celebrações de Corpus Christi, o Tapete de Sal é considerado um dos maiores da América Latina e integra o calendário cultural e religioso de São Gonçalo há quase três décadas.
Segundo Douglas Ruas, a iniciativa busca valorizar uma tradição que mobiliza milhares de pessoas todos os anos e faz parte da identidade cultural do município. O parlamentar destacou a importância da celebração para a preservação da memória e das manifestações populares ligadas à fé.
Confeccionado há 29 anos, o tapete ocupa cerca de dois quilômetros de extensão entre as ruas Coronel Moreira César e Nilo Peçanha. Ao longo do percurso, são montados aproximadamente 240 painéis decorativos produzidos por voluntários da comunidade.
A preparação da celebração reúne mais de 6 mil participantes e atrai fiéis de diversas cidades da região vinculadas à Arquidiocese de Niterói, incluindo municípios como São Gonçalo, Niterói e Itaboraí.
Nas comemorações deste ano, foram utilizadas cerca de 50 toneladas de sal, além de materiais como serragem colorida, pedrarias, tintas e pó de café para compor os desenhos e símbolos religiosos que marcam a celebração de Corpus Christi.


