Polícia investiga morte de pensionista que estava desaparecida | Rio de Janeiro

Tempo de leitura: 6 min
Familiares e vizinhos se despedem de Rosângela Fonseca, no cemitério de Irajá, Zona Norte do RJ - Carlos Elias Junior/ Agência O Dia




Familiares e vizinhos se despedem de Rosângela Fonseca, no cemitério de Irajá, Zona Norte do RJCarlos Elias Junior/ Agência O Dia

A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte de Rosângela Severiano da Silva Fonseca, de 56 anos. Ela foi encontrada morta, na sexta-feira (23), em uma estrada de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, após desaparecer no dia 16 de outubro. O sepultamento dela aconteceu, nesta quinta-feira (29), no Cemitério de Irajá, Zona Norte do Rio. 
LEIA MAIS: FOTOS: Bope tenta avançar na Serrinha em meio a tiroteios e barricadas

Entre as linhas de apuração estão a venda da casa e do carro da pensionista durante o período em que estava desaparecida. Ela também teve os pertences pessoais encontrados em sacos de lixo.

Os investigadores apreenderam celulares de pessoas ouvidas no caso e analisam o conteúdo dos aparelhos. O veículo da vítima também está sob investigação. O caso foi registrado na 27ª DP (Vicente de Carvalho) e encaminhado à Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA). A investigação busca esclarecer o que aconteceu com a mulher durante os dias em que esteve desaparecida e verificar as circunstâncias das negociações envolvendo seus bens.

Um homem investigado no caso, que teria um relacionamento com a vítima, afirmou ter comprado a casa e o carro de Rosângela. Segundo a polícia ele alegou que o negócio foi acertado verbalmente com a pensionista e que utilizou dinheiro emprestado para pagar pelos bens. 

Sepultamento ocorreu sem velório

O corpo de Rosângela foi sepultado nesta quinta-feira (29), no Cemitério de Irajá, na Zona Norte do Rio. A cerimônia ocorreu sem velório devido ao estado avançado de decomposição em que o corpo foi encontrado.

Em entrevista para O DIA, Marcelli Severiano contou que a família enfrentou dificuldades para liberar o corpo no Instituto Médico-Legal (IML), no Centro do Rio. Como a mãe estava inicialmente identificada como pessoa não identificada, foi necessário recorrer à Justiça para obter um alvará que permitisse a realização do enterro com o nome correto.

“Eu queria muito que minha mãe pudesse ter um enterro digno, com o nome dela e não como pessoa não identificada”, afirmou.

A filha disse que acompanha o trabalho dos investigadores e está disposta a colaborar com os exames necessários para esclarecer o caso. Segundo ela, a família está abalada com a morte e espera que a investigação chegue a uma conclusão.

“Eu estou confiando muito no trabalho da delegacia, dos policiais, e creio que em breve esse caso vai ter um desfecho favorável para que a gente tenha justiça”, declarou.

Família encontrou pertences em sacos de lixo

A moradora de Irajá deixou de responder às mensagens dos familiares em 16 de outubro. Preocupados com a falta de contato, parentes foram até a casa de Rosângela e descobriram que ela não estava no local.

Ao entrarem no imóvel, encontraram pertences pessoais da pensionista em sacos de lixo. Segundo relatos de vizinhos, dois homens estariam ocupando a casa, e um deles teria sido visto na companhia de Rosângela.

Além dos objetos pessoais, familiares perceberam que o carro e outros bens da mulher haviam desaparecido. A informação de que a casa e o automóvel teriam sido negociados durante o período do desaparecimento aumentou as dúvidas sobre o que ocorreu. O corpo foi localizado em uma estrada de Nova Iguaçu e permaneceu no IML até o reconhecimento, realizado por meio de exames periciais, conforme informações divulgadas sobre o caso.

Durante a despedida, Marcelli também falou sobre a personalidade da mãe e afirmou que Rosângela era uma mulher religiosa, que costumava demonstrar sua fé no cotidiano. Emocionada, disse acreditar que a confiança da pensionista pode ter sido explorada por alguém.

“Minha mãe é uma pessoa de muita fé. Ela falava muito de Jesus, perguntava se eu já tinha falado com Jesus naquele dia”, contou.

A filha afirmou que considera cruel a possibilidade de a mãe ter sido enganada. Marcelli usou o momento para alertar outras pessoas sobre a importância de conhecer melhor quem se aproxima delas antes de estabelecer relações de confiança.

A filha também fez um apelo a quem possa ter cometido o crime, dizendo que pretende continuar acompanhando a investigação até que os responsáveis sejam identificados e levados à Justiça.

“Eu vou lutar até o fim para que a justiça seja feita”, afirmou.

* Colaborou Carlos Elias Júnior 



Com informações da fonte
https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2026/10/7317507-policia-investiga-morte-de-pensionista-que-estava-desaparecida.html

Compartilhe este artigo
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *