Familiares e vizinhos se despedem de Rosângela Fonseca, no cemitério de Irajá, Zona Norte do RJCarlos Elias Junior/ Agência O Dia
Entre as linhas de apuração estão a venda da casa e do carro da pensionista durante o período em que estava desaparecida. Ela também teve os pertences pessoais encontrados em sacos de lixo.
Um homem investigado no caso, que teria um relacionamento com a vítima, afirmou ter comprado a casa e o carro de Rosângela. Segundo a polícia ele alegou que o negócio foi acertado verbalmente com a pensionista e que utilizou dinheiro emprestado para pagar pelos bens.
Sepultamento ocorreu sem velório
Em entrevista para O DIA, Marcelli Severiano contou que a família enfrentou dificuldades para liberar o corpo no Instituto Médico-Legal (IML), no Centro do Rio. Como a mãe estava inicialmente identificada como pessoa não identificada, foi necessário recorrer à Justiça para obter um alvará que permitisse a realização do enterro com o nome correto.
“Eu queria muito que minha mãe pudesse ter um enterro digno, com o nome dela e não como pessoa não identificada”, afirmou.
A filha disse que acompanha o trabalho dos investigadores e está disposta a colaborar com os exames necessários para esclarecer o caso. Segundo ela, a família está abalada com a morte e espera que a investigação chegue a uma conclusão.
“Eu estou confiando muito no trabalho da delegacia, dos policiais, e creio que em breve esse caso vai ter um desfecho favorável para que a gente tenha justiça”, declarou.
Família encontrou pertences em sacos de lixo
Ao entrarem no imóvel, encontraram pertences pessoais da pensionista em sacos de lixo. Segundo relatos de vizinhos, dois homens estariam ocupando a casa, e um deles teria sido visto na companhia de Rosângela.
Além dos objetos pessoais, familiares perceberam que o carro e outros bens da mulher haviam desaparecido. A informação de que a casa e o automóvel teriam sido negociados durante o período do desaparecimento aumentou as dúvidas sobre o que ocorreu. O corpo foi localizado em uma estrada de Nova Iguaçu e permaneceu no IML até o reconhecimento, realizado por meio de exames periciais, conforme informações divulgadas sobre o caso.
Durante a despedida, Marcelli também falou sobre a personalidade da mãe e afirmou que Rosângela era uma mulher religiosa, que costumava demonstrar sua fé no cotidiano. Emocionada, disse acreditar que a confiança da pensionista pode ter sido explorada por alguém.
“Minha mãe é uma pessoa de muita fé. Ela falava muito de Jesus, perguntava se eu já tinha falado com Jesus naquele dia”, contou.
A filha afirmou que considera cruel a possibilidade de a mãe ter sido enganada. Marcelli usou o momento para alertar outras pessoas sobre a importância de conhecer melhor quem se aproxima delas antes de estabelecer relações de confiança.
A filha também fez um apelo a quem possa ter cometido o crime, dizendo que pretende continuar acompanhando a investigação até que os responsáveis sejam identificados e levados à Justiça.
“Eu vou lutar até o fim para que a justiça seja feita”, afirmou.
* Colaborou Carlos Elias Júnior
