Idosa foi agredida durante um roubo na Rua Venâncio Flores, no LeblonArquivo pessoal
Ao DIA, o delegado Alexandre Netto, titular da 14ªDP (Leblon), explicou que a identidade do suspeito não será divulgada para não atrapalhar as investigações. Ele destacou ainda que a motocicleta usada pelos assaltantes e dois celulares foram recuperados.
“Os elementos fugiram pelo Túnel Rebouças. Numa ação que envolveu várias delegacias, os agentes conseguiram identificar a moto que participou dessa ação criminosa. Várias diligências estão sendo feitas e outras vítimas foram identificadas, inclusive o proprietário de um dos telefones que foi deixado no momento da fuga’, explicou.
A dupla é suspeita de realizar outros assaltos na região. Segundo o delegado, as equipes trabalham para identificar o segundo envolvido no crime.
“Pegamos as câmeras e em um primeiro momento não vou divulgar porque a gente está fazendo uma análise facial para ver se identifica o outro elemento”, frisou.
O crime
Poucos segundos depois, três homens que estavam nas proximidades intervieram. O assaltante, então, saiu correndo, levando a bolsa da vítima. Na fuga, ele subiu na garupa de uma motocicleta, onde um comparsa o aguardava, e deixou o local.
Equipes da Operação Segurança Presente do bairro chegaram em seguida e socorreram a idosa ao Hospital Municipal Miguel Couto, também localizado no Leblon. Segundo a direção da unidade, o estado de saúde dela é estável e a paciente deixou o local com familiares, que optaram por levá-la para hospital conveniado ao seu plano de saúde.
Após o ocorrido, foi disparado alerta nas redes de comunicação da Polícia Militar e, em uma ação de cerco, equipes do 4º BPM (São Cristóvão) interceptaram a dupla no Túnel Rebouças, sentido Zona Norte. Ao avistarem os policiais, os criminosos fugiram, deixando para trás uma motocicleta roubada e dois celulares, que passarão por perícia.
Idosa foi premiada por descobrir o Cais do Valongo
Pesquisadora sênior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Tania é professora aposentada do Departamento de Antropologia do Museu Nacional da UFRJ. Ela também fundou e coordenou o Programa de Pós-Graduação em Arqueologia da instituição, contribuindo para a formação de pesquisadores na área.
Sua atuação ganhou projeção especialmente com a descoberta do Cais do Valongo, na região portuária do Rio. O local foi um dos principais pontos de desembarque de africanos escravizados nas Américas e se tornou uma referência para o estudo da escravidão e de seus impactos na formação da sociedade brasileira.
Ao longo da carreira, Tania também presidiu e foi vice-presidente da Sociedade de Arqueologia Brasileira. A pesquisadora integra ainda conselhos editoriais de revistas científicas do Brasil, de outros países da América do Sul e da Europa.
Após o ocorrido, o Museu Nacional/UFRJ manifestou sua solidariedade à professora aposentada. Em publicação nas redes sociais, a instituição destacou que trata-se de um momento de extrema preocupação:
“Lamentamos ainda que esse episódio terrível tenha ocorrido justamente no Dia dos Professores, dedicado à valorização desses profissionais tão especiais e imprescindíveis em nossa sociedade, como Tania Andrade Lima. Ocorrências como esta nos levam a refletir sobre o agravamento crescente do cenário de violência em nossa cidade. Manifestamos nossa solidariedade aos familiares, amigos e colegas da professora, a quem desejamos pronta e plena recuperação”, escreveu.
