Desde os anos 90, o comediante Will Ferrell vem fazendo o público gargalhar com seu humor baseado no absurdo, na improvisação e na interpretação de homens com comportamento infantil, que agem sem noção social e sem perceber o ridículo das próprias ações. Ele estreou na TV com “Saturday Night Live” em setembro de 1995, permanecendo no humorístico até 2002. No cinema, a estreia foi com o personagem Mustafa, em “Austin Powers” (1997); no teatro, foi com a peça solo “You’re Welcome America” (2009), na Broadway. Seu novo projeto é o seriado “O Falcão do Golfe” (The Hawk), já disponível na Netflix. Independentemente de ser um humorista aclamado, fica a pergunta se ele conseguirá conquistar o público mais jovem, presente no streaming.
“O Falcão do Golfe” acompanha o personagem Lonnie Hawkins, o melhor jogador de golfe de 2004, em sua luta para recuperar a magia na reta final da carreira. Ele se recusa a acreditar que não esteja a apenas uma tacada de distância da maior reviravolta da história do esporte. Para os não iniciados, a série investe na persona que consagrou Will Ferrell: com postura afetada e pensando sempre em si mesmo, Lonnie Hawkins tem atitudes antipáticas e não raro trata as pessoas de forma terrível, mas acaba aprendendo lições de vida e chegando a algum tipo de redenção. A trama lembra o longa “Um Maluco no Golfe” (Happy Gilmore, 1996), com Adam Sandler, que, no ano passado, ganhou uma continuação também lançada no streaming.

Já para quem segue Ferrell há décadas, o seriado é mais uma prova de que seu estilo continua afiado e engraçado. São diversas as situações divertidas, algumas ácidas e com o nonsense característico do ator. Na empreitada, ele tem a companhia de uma inspirada Molly Shannon, humorista da época em que Ferrell participava do “Saturday Night Live”, e do ator Luke Wilson. O seriado tem 10 episódios de 30 minutos cada. Se teremos uma segunda temporada? Vai depender do poder de fogo de Will Ferrell no streaming.

