Mais de mil camisas de seleções falsas são apreendidas antes da Copa na Inglaterra; autoridades alertam para crime organizado

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Mais de mil camisas de seleções falsas são apreendidas antes da Copa na Inglaterra — Foto: Reprodução/SkySports


A poucos dias do início da Copa do Mundo de 2026, autoridades do Reino Unido intensificaram o combate ao comércio de camisas falsificadas de seleções nacionais. Desde janeiro, agentes da Força de Fronteira e policiais britânicos apreenderam mais de mil uniformes falsos da Inglaterra e afirmam que milhares de outras peças devem ser retiradas de circulação nas próximas semanas.

As apreensões não se limitaram à seleção inglesa. Camisas falsificadas de países como Escócia, Alemanha, Espanha e Bélgica também foram encontradas durante operações realizadas em aeroportos, centros de distribuição e pontos de entrada de mercadorias no país.

Segundo as autoridades, o problema vai muito além da violação de direitos de propriedade intelectual. Os investigadores afirmam que o comércio desses produtos está ligado a organizações criminosas internacionais envolvidas em atividades como tráfico de drogas, exploração de mão de obra infantil, trabalho forçado e crimes violentos.

— Criminosos estão explorando deliberadamente a paixão dos torcedores pelo futebol. Nossos agentes trabalham incansavelmente para impedi-los. Já interceptamos mil camisas da Inglaterra este ano e esperamos apreender milhares mais antes que cheguem ao público — afirmou Phil Douglas, diretor-geral da Força de Fronteira do Reino Unido, em entrevista à Sky Sports.

Além das suspeitas de financiamento ao crime organizado, autoridades britânicas alertaram para riscos à saúde dos consumidores. Algumas das camisas apreendidas continham substâncias químicas proibidas pela legislação de segurança do país, levantando preocupações sobre os materiais utilizados na fabricação dos produtos.

Andy Cooke-Welling, diretor de fiscalização do Escritório de Propriedade Intelectual (IPO), ressaltou que os itens falsificados escapam de todos os controles de qualidade exigidos para produtos oficiais.

— Ao contrário dos produtos genuínos, as falsificações não passam pelos controles de qualidade e segurança previstos em lei. Os compradores não têm qualquer garantia sobre os materiais utilizados nem sobre as condições em que foram fabricadas — afirmou.

Os dados mais recentes indicam que o problema está longe de ser pontual. Informações compartilhadas pela plataforma de autenticação por inteligência artificial KitLegit mostram que 38% das mais de 27 mil camisas analisadas foram identificadas como falsificadas.

No caso específico da seleção inglesa, 30,5% das verificações realizadas apontaram produtos não autênticos. Os números refletem uma dificuldade crescente dos consumidores em diferenciar itens originais de réplicas ilegais, especialmente diante da expansão das vendas em marketplaces, redes sociais e plataformas de revenda.

Para enfrentar esse cenário, a própria KitLegit passou a ser utilizada não apenas por consumidores, mas também por revendedores e órgãos de fiscalização do Reino Unido. O sistema utiliza inteligência artificial e um banco de dados com informações de uniformes oficiais para verificar a autenticidade das peças.

O processo exige que o usuário fotografe detalhes específicos da camisa, como etiquetas, costuras, códigos de barras, gola e acabamento. A partir dessas imagens, a plataforma compara os elementos com registros de produtos legítimos e determina se o uniforme é autêntico ou falsificado.



Com informações da fonte
https://oglobo.globo.com/esportes/copa-do-mundo-2026/noticia/2026/06/10/mais-de-mil-camisas-de-selecoes-falsas-sao-apreendidas-antes-da-copa-na-inglaterra-autoridades-alertam-para-crime-organizado.ghtml

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