IPCA-15 tem deflação de 0,40% em agosto, maior queda para o mês desde 2020

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A prévia da inflação oficial brasileira registrou deflação de 0,40% em agosto, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) foi influenciado principalmente pela queda nos preços de habitação, transportes e alimentação.

O resultado representa uma mudança em relação a julho, quando o indicador havia registrado alta de 0,06%. Em agosto de 2025, o IPCA-15 também havia apresentado queda, mas de 0,14%.

A deflação ficou ainda mais intensa do que a esperada pelo mercado. Pesquisa da Reuters apontava uma projeção de recuo de 0,30% no mês e inflação acumulada de 4,34% em 12 meses.

Com o resultado de agosto, o IPCA-15 acumula alta de 3,09% no ano. No acumulado de 12 meses, a inflação desacelerou de 4,52% para 4,24%.

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, três exerceram os principais impactos sobre o resultado negativo do índice.

O grupo Habitação registrou queda de 1,41% e teve impacto de -0,22 ponto percentual sobre o IPCA-15, sendo o principal responsável pela deflação.

Em seguida, apareceu Transportes, com recuo de 1% e contribuição de -0,20 ponto percentual. Já Alimentação e bebidas caiu 0,57%, retirando 0,12 ponto percentual do índice.

Entre os demais grupos, Vestuário apresentou queda de 0,20%, enquanto Despesas pessoais teve a maior alta, de 0,66%.

Também registraram aumento Saúde e cuidados pessoais, com 0,40%, e Educação, com 0,46%. Artigos de residência subiram 0,04%, praticamente ficando estáveis, e Comunicação teve queda de 0,02%.

A deflação foi registrada em todas as 11 áreas pesquisadas pelo IBGE. Curitiba apresentou a maior queda, de 0,82%, influenciada principalmente pelo recuo de 15,34% nas passagens aéreas e de 4,83% na energia elétrica residencial.Na sequência apareceram Belém, com -0,74%, e Salvador, com -0,71%. Já São Paulo, que possui o maior peso no cálculo do IPCA-15, teve a menor queda entre as localidades pesquisadas, de 0,06%. A região paulista representa 33,45% do indicador nacional.

Apesar do resultado negativo, alguns produtos e serviços registraram alta na região. O leite longa vida, por exemplo, ficou 4,66% mais caro, enquanto o conserto de automóvel subiu 2,97%.

Inflação acumulada em 12 meses desacelera

Outro destaque do levantamento foi a desaceleração da inflação acumulada em 12 meses. A taxa passou de 4,52% para 4,24% em agosto, ficando abaixo da estimativa de 4,34% apontada por economistas consultados pela Reuters.

O IPCA-15 utiliza metodologia semelhante à do IPCA, considerado o índice oficial de inflação do país. A principal diferença está no período de coleta dos preços.

Para o resultado de agosto, foram considerados os preços coletados entre 16 de julho e 14 de agosto de 2026, comparados aos valores registrados entre 17 de junho e 15 de julho.

O levantamento considera famílias com rendimento mensal entre um e 40 salários mínimos e abrange regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

A próxima divulgação do IPCA-15 está prevista para 25 de setembro.

Variação dos grupos em agosto

  • Alimentação e bebidas: -0,57%
  • Habitação: -1,41%
  • Artigos de residência: 0,04%
  • Vestuário: -0,20%
  • Transportes: -1%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,40%
  • Despesas pessoais: 0,66%
  • Educação: 0,46%
  • Comunicação: -0,02%



Com informações da fonte
https://mancheterio.com.br/ipca-15-tem-deflacao-de-040-em-agosto-maior-queda-para-o-mes-desde-2020/

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