Rafael Ferreira Silva, o “Cachoeira”, é procurado por envolvimento na morte do advogado Rodrigo CrespoDivulgação Disque Denúncia
Segundo as investigações, Rafael participou diretamente da ação criminosa. Ele teria permanecido dentro do veículo utilizado no homicídio, auxiliando os executores na fuga após os disparos.
A apuração indica que Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, seria o mandante do crime, planejado para proteger interesses de uma organização criminosa ligada ao jogo do bicho e ao comércio ilegal de cigarros.
Na segunda-feira (24), policiais civis da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) cumpriram um mandado de prisão preventiva contra o policial militar Renato Franco Lopes, o Pitbull. Ele acabou localizado com apoio da Corregedoria da PM no 15º BPM (Duque de Caxias), onde estava lotado. Segundo a polícia, Renato também estava no Volkswagen Gol usado na execução de Rodrigo, na Avenida Marechal Câmara, em frente à sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ).
Além do PM, Adilsinho e Ryan Patrick Barboza de Oliveira, o Motinha, acabaram denunciados e tiveram as prisões decretadas. De acordo com o Ministério Público, Ryan monitorou a rotina da vítima nos dias anteriores ao homicídio. Ambos já se encontravam presos por outros crimes.
Quem tiver informações sobre o paradeiro de Rafael Ferreira Silva pode denunciar ao Disque Denúncia pelo telefone (21) 2253-1177. O anonimato é garantido.
Relembre o caso
A vítima foi atingida por 12 disparos, sendo dois enquanto ainda estava de pé e outros dez depois que caiu. Rodrigo morreu no local.
De acordo com o inquérito, Leandro Machado da Silva foi apontado como responsável pela execução. Eduardo e Cezar teriam participado do monitoramento da rotina do advogado. Os dois também teriam utilizado veículos semelhantes, incluindo um Gol branco identificado nas imagens de câmeras de segurança.
Rodrigo Crespo era advogado e integrante do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) desde 2011. Ele também era sócio-fundador de um escritório de advocacia e atuava nas áreas de Direito Civil Empresarial, Contratos e Direito Processual Civil.
*Reportagem da estagiária Aretha Dossares, sob supervisão de Larissa Amaral
