A Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decretou nesta terça-feira, 25 de agosto de 2026, a falência da operadora Oi. A decisão representa um novo e drástico capítulo da crise da companhia, que atualmente acumula uma dívida superior a R$ 44 bilhões e conta com mais de 164 mil credores registrados em seu processo.
Vale lembrar que a falência já havia sido decretada anteriormente, em novembro do ano passado, mas acabou sendo suspensa após uma série de recursos apresentados por bancos. Essa suspensão levou a empresa de volta ao seu segundo processo de recuperação judicial, tentativa que acabou não surtindo o efeito necessário para reverter o cenário. Com o desfecho atual, o advogado Bruno Rezende foi oficialmente nomeado como o novo administrador judicial responsável pelo caso.
A situação financeira da operadora sofreu uma deterioração profunda e contínua ao longo dos últimos anos. Desde o ano passado, a companhia enfrentou sérios obstáculos e não conseguiu concretizar a venda de seus últimos ativos principais. Essa ineficiência afetou diretamente o caixa da empresa e agravou de vez uma crise que já era amplamente considerada insustentável pelos analistas do mercado financeiro.
Dados oficiais enviados recentemente à Justiça revelam que o grupo Oi possui um patrimônio líquido negativo superior a R$ 22,6 bilhões. A empresa arrasta graves dificuldades operacionais e financeiras há mais de uma década, em um processo histórico que remonta à ambiciosa tentativa de consolidação de uma grande operadora de porte nacional.
Todo esse projeto grandioso teve início em 2008, impulsionado pela meta estratégica de transformar a companhia em uma gigante por meio da fusão com a Brasil Telecom e, posteriormente, com a Portugal Telecom. Contudo, a estratégia expansionista não produziu os resultados esperados e gerou passivos pesados.
Duas décadas após o lançamento da ambiciosa “supertele nacional”, a antiga potência do setor chega à falência com uma dívida estimada em mais de R$ 44 bilhões e uma extensa lista de credores, simbolizando um dos maiores e mais impactantes colapsos empresariais da história recente das telecomunicações no país.
