Garotinho muda vice pela terceira vez; ex-Bope André Monteiro entra na chapa ao governo do Rio

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O ex-Bope André Monteiro (Democrata) e Anthony Garotinho (Republicanos) — Foto: Montagem/ reprodução


Pela terceira vez, o candidato Anthony Garotinho (Republicanos) troca de vice na corrida pelo governo do Rio. Depois da saída do coronel da reserva Venâncio Moura (DC) e, nove dias mais tarde, da saída da major Elaine Gonçalves (Democrata), o ex-governador definiu o ex-integrante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) André Monteiro (Democrata) como novo companheiro de chapa.

A nova mudança ocorre depois de a chapa passar por duas alterações em menos de um mês. A candidatura de Elaine, inclusive, já havia sido registrada e constava no DivulgaCand, sistema de divulgação de candidaturas da Justiça Eleitoral, quando ela anunciou a desistência. Major Elaine comunicou a decisão em um vídeo publicado em seu perfil no Instagram. Ela afirmou que deixava a disputa por motivos pessoais e que retornaria às atividades na Polícia Militar do Rio. No vídeo, não citou Garotinho nem fez referência direta à campanha.

Agora, com a escolha de André Monteiro, Garotinho passa a ter como vice um ex-integrante do Bope, reforçando o discurso de segurança pública de sua campanha. Na convenção, disse que sua primeira missão, caso eleito, seria “libertar o Rio de Janeiro” do tráfico, das milícias e da própria Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Após o evento, defendeu ainda a criação de um “Bope 2.0”, que manteria policiais nas comunidades pelo tempo necessário para retirar as facções dos territórios, em vez de realizar operações pontuais.

A saída da major Elaine Gonçalves (Democrata) da chapa de Garotinho ocorreu depois que veio à tona a informação de que a policial é sócia de Fábio Picanço, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio (Codin), sociedade de economia mista da administração indireta estadual criada para ajudar a atrair novas empresas para o Rio. Os dois são sócios da Cromus Segurança e Vigilância Patrimonial Ltda., aberta em novembro de 2019 e com sede em Paracambi, na Baixada Fluminense.

Sem apresentar provas, o próprio ex-governador levantou, na CPI do Crime Organizado do Senado, em 2025, suspeitas sobre um esquema de corrupção envolvendo incentivos fiscais no estado. Garotinho citou Picanço, então presidente da Codin, e apontou a suposta participação da companhia, da Secretaria de Fazenda e da AgeRio. A reportagem procurou a equipe de Fábio Picanço e a Codin e aguarda resposta.

Em nota, a equipe da major afirmou que a Cromus “nunca recebeu qualquer incentivo fiscal, participou de licitações ou prestou serviços ao poder público” e que atividades particulares de seus sócios não têm relação com a empresa nem geraram benefícios ou favorecimentos.

Nas redes sociais, Elaine explicou as razões da saída, sem citar Garotinho: “Depois de refletir com serenidade sobre esse novo caminho, tomei uma decisão de caráter pessoal. Não continuarei a minha participação nessa candidatura. Foi uma decisão minha, tomada com consciência e responsabilidade (…) Sigo tranquila, de cabeça erguida e sem arrependimentos”.

Primeiro vice caiu após apoio do DC a Paes

Quando o Republicanos confirmou Garotinho como candidato ao governo do Rio, em 25 de julho, o vice anunciado era o coronel da reserva Venâncio Moura, do Democracia Cristã (DC). Os dois chegaram a subir de mãos dadas ao palco durante a convenção, na Tijuca, Zona Norte do Rio.

A composição, porém, durou poucos dias. Três dias depois, o DC anunciou apoio à candidatura de Eduardo Paes (PSD), deixando Garotinho sem o vice. Moura, ex-comandante do Bope, reagiu nas redes sociais: disse ter sido traído pela legenda e afirmou que seguiria “até o fim” ao lado de Garotinho. Também classificou a condução do processo como um “teatro” e acusou dirigentes do partido de contar “mentiras descaradas” sobre a aliança.



Com informações da fonte
https://oglobo.globo.com/politica/eleicoes-2026/noticia/2026/08/17/garotinho-muda-vice-pela-terceira-vez-ex-bope-andre-monteiro-entra-na-chapa-ao-governo-do-rio.ghtml

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