Disque Denúncia pede informações sobre seis criminosos ligados ao Comando Vermelho

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O Disque Denúncia, em colaboração com a 93ª DP, solicita informações sobre seis criminosos já identificados e  associados ao Comando Vermelho, que tinham a intenção de tomar controle de pontos de venda de drogas administrados pelo TCP na Vila Brasília, localizada em Volta Redonda, no Sul do Fluminense.

O traficante conhecido como “Paulista” foi o principal responsável e mentor pela invasão, buscando recrutar criminosos do Complexo da Penha e do CV local, devido à posição estratégica da área, que contava com rotas terrestres que poderiam facilitar o transporte de drogas. Este fator foi uma das razões que despertaram o interesse do CV pela localidade.


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Nesta quinta-feira (05), o Disque Denúncia (2253-1177), por meio do Programa Procurados e em parceria com a 93ª DP (Volta Redonda), está divulgando um cartaz de seis criminosos procurados já identificados, que fazem parte do inquérito policial aberto pela distrital para investigar ações que, em tese, representam crimes no contexto de uma organização criminosa armada, associação para tráfico de drogas, posse e porte de armas de uso restrito, disparo de arma de fogo e outros crimes relacionados. A representação se baseia nas informações coletadas durante a investigação, que indicam que os alvos são integrantes da Organização Criminosa do Comando Vermelho (CV) e participaram de um ataque armado (invasão) no Complexo Vila Brasília, em Volta Redonda, no Sul do Fluminense, com o propósito de conquistar e dominar a área para exploração do tráfico de drogas, em meio a um confronto com o Terceiro Comando Puro (TCP), que controla as vendas de drogas na área e provocou uma onda de violência e medo na comunidade.

Os procurados são: Manoel Cinqueni Pereira, conhecido como “Paulista da Penha”, além de também ser reconhecido no meio do crime pelos apelidos de “Carioca” ou “Cariri”, tem 37 anos e é considerado uma das figuras mais relevantes do tráfico de drogas no Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio. Sua principal base de atuação está no Complexo da Penha e no Complexo do Alemão, ambos na Zona Norte do Rio de Janeiro, com conexões históricas em Ribeirão Preto, São Paulo. Em fuzis e no arsenal que pertencem ao seu grupo criminoso, é frequentemente observado a sigla “PL”, que se refere diretamente ao seu apelido (Paulista), sendo ele o principal idealizador e organizador da invasão, recrutando criminosos de ambos os complexos e de membros do CV de Volta Redonda. Ele tem contra si oito mandados de prisão.

Renan James Carvalho Tavares, conhecido como “Malandrex ou Satã ou Sadã”, com 36 anos, é citado no processo como um dos indivíduos envolvidos na invasão da comunidade. Ele teria vindo do Rio de Janeiro para participar da ofensiva contra o Complexo Vila Brasília. A investigação revelou que membros da capital se deslocaram para Volta Redonda com o intuito de intensificar as atividades da facção criminosa, o que foi comprovado por um recibo de pedágio, originado do Rio de Janeiro, encontrado em um dos carros utilizados na ação. Em 17 de maio de 2025, após receber o benefício da Visitação Periódica ao Lar (VPL), que permite saídas temporárias, ele não retornou para a unidade prisional, tornando-se oficialmente um foragido do sistema penitenciário. Contra ele há três ordens de prisão em aberto.

Cauã Santos Silva, de 22 anos, foi vinculado ao apelido “El Chapo”, frequentemente citado em vídeos relacionados aos eventos investigados. A investigação descobriu um perfil de rede social associado a esse apelido, onde ele aparece em várias postagens que indicam sua presença no Complexo Vila Brasília durante a disputa territorial e a violência armada. Com duas passagens pelo sistema prisional, uma em junho de 2025, saindo em maio de 2026 com progressão para o regime semiaberto, e uma mais recente em junho de 2026, quando foi preso por tráfico de drogas em Angra dos Reis, na Região dos Lagos, atualmente está em liberdade provisória, no mesmo mês.

Allyson Ryan dos Santos Graciano Ferreira, com 23 anos, é visto em postagens exibindo armas de grosso calibre e comemorando os acontecimentos investigados, o que, em conjunto com outros elementos coletados, reforça as evidências de sua participação nos eventos apurados.

Jardeson Simplício da Silva, de 20 anos, foi reconhecido em imagens onde pilota uma motocicleta portando um fuzil. Ele teve uma passagem pelo sistema prisional, tendo sido preso em dezembro de 2024, por agentes da 93ª DP, por tráfico de drogas, e está em liberdade desde setembro de 2025. Contra ele, existem dois mandados de prisão, um deles por homicídio.

Weverton Martins Alves, conhecido como “Monstrinho”, de 39 anos, foi identificado participando da operação armado com um armamento de longo alcance. Ele teve uma passagem pelo sistema prisional entre 2002 e 2008 por tráfico de drogas e atualmente está em liberdade após relaxamento de prisão, desde novembro de 2024.

O conflito entre as facções Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP) começou no dia 25 de outubro e resultou na morte de três pessoas e ferimentos em duas, além de veículos queimados e comércios fechados precocemente devido à violência na área. Nos dias subsequentes, os confrontos se espalharam por várias partes da cidade. Um total de 14 bairros foram impactados pela onda de violência.

O aumento da violência fez com que a Polícia Militar aumentasse o número de agentes na área. A intervenção no Complexo da Vila Brasília teve início em 25 de outubro e passou a incluir grupos do 28º BPM, além de súmulas de outras unidades, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e do Batalhão de Ações com Cães (BAC). 

De acordo com o processo, não se trata de um caso isolado de violência nas cidades, mas de uma operação articulada que envolve o deslocamento de membros da facção criminosa do CV, o uso de armamento militar, uma grande quantidade de munições, ataques a agentes de segurança pública, incêndios intencionais em veículos e a propagação das atividades criminosas através das redes sociais. Os eventos geraram considerável cobertura na mídia local e regional, sendo amplamente reportados pelos meios de comunicação devido à magnitude da ação criminosa e aos perigos apresentados para a sociedade.

Ante os fatos, que foram apresentados no inquérito policial aberto pela 93ª DP (Volta Redonda), a Autoridade Policial da delegacia solicitou à Justiça um mandado de prisão para os seis indivíduos envolvidos, o qual foi concedido pelo Plantão Judiciário, com um pedido de prisão temporária, incluindo os delitos de prisão temporária; prisão em flagrante; posse de drogas para consumo pessoal (Art. 28 – Lei 11.343/06); destruição ou destinação de bens apreendidos; busca e apreensão de bens / medidas cautelares / ação penal ou investigação policial.

É importante mencionar que a Corregedoria da PM e a 93ª DP (Volta Redonda) estão apurando se a tentativa de invasão contou com a colaboração de policiais . Foram executados 12 mandados de busca e apreensão em endereços de seis agentes. Foram confiscados celulares e computadores dos alvos, que foram afastados das ruas e realocados para outras unidades.

O Disque Denúncia, em colaboração com a 93ª DP, solicita a ajuda da população para auxiliar as forças de segurança a localizar esses seis fugitivos da Justiça ligados ao Comando Vermelho. Para isso, pode-se usar o Disque Denúncia do Rio de Janeiro pelo telefone 2253-1177. O atendimento está disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana, e garante total anonimato para quem liga. Também é possível repassar informações:

pelo aplicativo do Disque Denúncia RJ ou

pelo WhatsApp Anonimizado / DD: (021) 2253-1177 ou por outra técnica que oculta ou altera informações que possam identificar a pessoa que faz a denúncia.

Ou ainda pelo 0300-253- 1177



Com informações da fonte
https://www.osaogoncalo.com.br/seguranca-publica/180096/disque-denuncia-pede-informacoes-sobre-seis-criminosos-ligados-ao-comando-vermelho

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