A deputada estadual Marina do MST (PT-RJ) anunciou, nesta quinta-feira (22), que pretende ocupar a Ilha Comprida, localizada em Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro. A propriedade, avaliada em aproximadamente R$ 10 milhões, está no centro de uma disputa envolvendo o jogador de futebol Richarlison e o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL).
A declaração da parlamentar ocorre após Richarlison afirmar que comprou a ilha, mas perdeu a posse do imóvel para Flávio Bolsonaro. O caso também ganhou repercussão depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, se manifestou sobre a situação.
Marina do MST anunciou a intenção de ocupar a propriedade durante uma passagem por Angra dos Reis, onde participou de um ato estudantil ligado à campanha de reeleição de Lula.
Segundo a deputada, a proposta é promover a ocupação da área como forma de pressionar pela desapropriação do imóvel e sua destinação a um projeto de interesse público. A iniciativa segue a linha de atuação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ao qual a parlamentar é ligada.
A intenção é transformar a ilha em um centro de formação e capacitação voltado para jovens de comunidades tradicionais da Costa Verde, em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF), que possui atuação acadêmica em Angra dos Reis.
“Já que Flávio Bolsonaro não quer devolver a ilha ao Richarlison, vamos ocupar esse território e dar a ele uma função social. Os Povos Tradicionais da Costa Verde são fundamentais para a região e merecem um espaço de formação e capacitação para sua juventude. Queremos transformar esse lugar em um centro de formação, em parceria com a UFF, para fortalecer esses povos e garantir que a ilha sirva ao interesse público”, declarou a deputada.
A Ilha Comprida possui uma estrutura de alto padrão, com uma mansão de 11 suítes, piscina, praia privativa, quadra de tênis, heliponto e uma cachoeira que deságua diretamente no mar. Cercada pela vegetação característica da Costa Verde fluminense, a propriedade está situada em uma região isolada de Angra dos Reis.
Apesar do anúncio, a parlamentar não informou uma data para a possível ocupação. Também não há confirmação de que tenha sido iniciado algum procedimento formal de desapropriação da área.
Com informações do Tempo Real
