Depoimentos indicam fraudes em documentos de creches ligadas à vereadora Gigi Castilho no Rio

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A Delegacia de Defraudações da Polícia Civil segue investigando os indícios de crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro em creches comunitárias ligadas à vereadora Gigi Castilho (PL) e seu marido, Luciano Castilho.

O caso está na mira da corporação desde o ano passado, quando a vereadora foi alvo de uma operação policial. Novos depoimentos analisados pela Polícia identificaram novos indícios de fraudes, dessa vez em documentos ligados às creches.

O inquérito apura o desvio de cerca de verba pública por meio de contratos com estabelecimentos fornecedores de fachada, como padarias, hortifrutis e confecções de roupas, que pertencem a parentes e amigos próximos da parlamentar, mas não funcionam nos endereços registrados.

Locadora de imóvel diz que documento pode ter sido falsificado

De acordo com a Polícia, um dos documentos encontrados na prestação de contas ligadas às creches é um contrato de aluguel de R$ 200 mil, referente a uma das unidades em Guaratiba. O documento trazia a assinatura de uma ex-assistente administrativa como locadora.

No entanto, em depoimento, a mulher afirmou que nunca foi proprietária de imóvel algum, que assinava documentos sem ler e que o documento pode ter sido falsificado.

Polícia apura possível fraude em registro de alunos

A apuração indica ainda uma possível fraude no registro de estudantes. Conforme relatos de ex-funcionários às autoridades, nomes de crianças que já haviam deixado as creches permaneciam de forma oficial nas listas de chamada para a manutenção dos repasses públicos. As testemunhas afirmaram também que eram coagidas a participar de reuniões de portões fechados e de eventos eleitorais ligados a Gigi Castilho.

Por conta das denúncias envolvendo as creches, a Prefeitura do Rio decidiu não renovar os convênios com as instituições, que hoje se encontram com as atividades suspensas. O atual representante legal das instituições, Anderson de Oliveira Nascimento, permaneceu em silêncio durante o depoimento à delegacia, e Luciano Castilho não compareceu quando intimado.

A defesa de Gigi Castilho nega qualquer irregularidade e afirma que a vereadora exercia apenas a função de diretora pedagógica, sem interferência na gestão financeira, nos contratos ou nos registros de alunos.

Com informações do “RJ2”.



Com informações da fonte
https://temporealrj.com/fraudes-creches-gigi-castilho-novo/

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