Córdoba proíbe venda de álcool para semifinal da Copa entre Argentina e Inglaterra após episódios de violência

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A cidade de Córdoba proibirá a venda de bebidas alcoólicas em parte do centro durante a semifinal da Copa do Mundo entre Argentina e Inglaterra, nesta terça-feira. A medida foi adotada após uma sequência de episódios de violência registrados nas comemorações da seleção argentina ao longo do torneio e integra um amplo esquema de segurança que contará com 450 policiais e investimento estimado em 75 milhões de pesos.

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As ações foram detalhadas pelo Ministro da Segurança da província de Córdoba, Juan Pablo Quinteros, durante entrevista ao programa El Pase en Vivo, do jornal La Voz del Interior.

Segundo Quinteros, a Prefeitura de Córdoba solicitou aos comerciantes localizados dentro do perímetro de segurança montado ao redor do shopping Patio Olmos que suspendam a venda de bebidas alcoólicas durante a concentração dos torcedores.

O ministro afirmou que a decisão foi tomada porque o consumo de álcool tem sido um fator recorrente nos tumultos registrados após os jogos da seleção.

— Havia muita presença de álcool. Mesmo sendo partidas disputadas durante a tarde, muitos torcedores chegam bastante alcoolizados. Por isso recomendamos que não haja venda de bebidas alcoólicas nos comércios da área isolada — explicou.

Quinteros também disse que as forças de segurança identificaram o consumo de outras substâncias entre parte dos envolvidos nas confusões.

— Percebemos alterações de comportamento que não são racionais. Em uma comemoração, que deveria ser um momento de alegria, vemos pessoas se transformando em agressores da polícia ou de outros cidadãos.

Bar em Buenos Aires: argentinos celebram vitória sobre a Suíça, que garantiu a vaga na semifinal do Mundial — Foto: Luis ROBAYO/AFP

Histórico de violência preocupa autoridades

Segundo Quinteros, a preocupação das autoridades aumentou a cada partida da Argentina no Mundial. Ele lembrou que já houve incidentes após o confronto contra a Jordânia, quando quatro policiais ficaram feridos. Um dos agentes, segundo o ministro, recebeu uma garrafada no peito a menos de dois metros de distância e precisou permanecer 48 horas em observação.

Na vitória sobre o Egito, a situação se agravou. De acordo com o ministro, 17 pessoas foram presas em Córdoba e mais de 40 detenções foram realizadas em toda a província, em ocorrências classificadas como mais violentas do que as registradas anteriormente.

Já após as quartas de final, Quinteros afirmou que o cenário melhorou, embora as forças de segurança tenham permanecido mobilizadas até as 5h30 da manhã para conter pequenos grupos de desordeiros.

O ministro também revelou que parte dos distúrbios é provocada por criminosos que se aproveitam da aglomeração de torcedores.

— Identificamos grupos de jovens que vão às comemorações para roubar celulares. Muitas brigas começam justamente quando uma dessas quadrilhas furta um aparelho e as vítimas tentam reagir.

Ele citou ainda o ataque a uma joalheria durante um dos festejos recentes e afirmou que pessoas que inicialmente participavam apenas da celebração acabaram aderindo ao saque do estabelecimento.

— Pessoas que estavam apenas passando pelo local entraram para pegar objetos depois que a vitrine foi quebrada. É algo que nos faz refletir como sociedade.

Incidentes também ocorreram em outras cidades

Quinteros ressaltou que os problemas não ficaram restritos a Córdoba. Segundo ele, cidades do interior da província, como San Francisco, Río Cuarto, Villa Carlos Paz e Villa Dolores, também reforçaram seus esquemas de segurança após registrarem episódios de desordem durante comemorações anteriores.

O ministro afirmou ainda que o fenômeno tem sido observado em diferentes partes da Argentina.

— Isso não acontece apenas em Córdoba. Mendoza colocou mais de 500 policiais nas ruas e também houve incidentes no Obelisco, em Buenos Aires.

Entre os casos lembrados por Quinteros está um homicídio registrado em San Francisco durante um dia de comemorações. Segundo ele, a investigação aponta que o crime foi resultado de um acerto de contas e não teve relação direta com a festa dos torcedores, embora tenha ocorrido no mesmo contexto.

Operação terá corte de energia e tolerância zero

A expectativa das autoridades é de que entre 20 mil e 25 mil pessoas se concentrem nas proximidades do Patio Olmos após o jogo. Como não há previsão do número máximo de participantes, o governo decidiu ampliar o efetivo policial.

Além dos 450 agentes, a operação contará com equipes municipais, unidades especiais, caminhão-pipa e equipes de resgate.

Uma das medidas mais incomuns será o desligamento da energia das catenárias dos trólebus e de parte da rede semafórica para evitar acidentes caso torcedores subam nas estruturas metálicas.

Quinteros afirmou que a orientação dada às forças de segurança é proteger quem sair apenas para comemorar, mas agir com rigor diante de qualquer ato criminoso.

— Vamos cuidar de quem for festejar. Mas quem sair para cometer crimes ou praticar vandalismo terminará o dia preso.

Ao comentar o contexto do confronto entre Argentina e Inglaterra, marcado pela rivalidade histórica envolvendo a Guerra das Malvinas, o ministro evitou estimular qualquer tensão e disse acompanhar o posicionamento do técnico Lionel Scaloni.

— A melhor homenagem que podemos prestar aos veteranos das Malvinas é nos comportarmos como corresponde e fazer com que tudo fique dentro do campo de futebol. A seleção é uma das poucas causas que unem todos os argentinos — concluiu.

Confira as declarações do ministro

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Com informações da fonte
https://extra.globo.com/esporte/copa-do-mundo-2026/noticia/2026/07/cordoba-proibe-venda-de-alcool-para-semifinal-da-copa-entre-argentina-e-inglaterra-apos-episodios-de-violencia.ghtml

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