Marcando o Mês da Sustentabilidade, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro promoveu, nessa terça e quarta-feira (08 e 09), uma ação de coleta de óleo de cozinha usado para reforçar a campanha permanente mantida pela Casa, por meio da Coordenadoria de Sustentabilidade.
O Legislativo carioca mantém, há cerca de um ano, um ponto permanente de coleta de óleo de cozinha usado no Palácio Pedro Ernesto. A ação buscou ampliar a divulgação da iniciativa para aumentar a participação da população e incentivar outras instituições a adotarem medidas semelhantes.
O ponto permanente de coleta dentro da Câmara chamou a atenção do estudante Felipe Cardoso, que já separava o óleo de cozinha em casa. Para ele, a iniciativa torna o processo mais acessível. “Ações como essa são importantes para mostrar às próximas gerações o caminho certo para construirmos um mundo melhor”, destacou.
Mesmo após o encerramento da campanha, o ponto de coleta continuará funcionando normalmente no Palácio Pedro Ernesto. Quem entregar óleo de cozinha usado para reciclagem ainda poderá receber brindes, enquanto houver estoque disponível.
Segundo Malu Campos, coordenadora de Sustentabilidade da Casa, apesar dos resultados obtidos desde a criação do ponto permanente de coleta, a Câmara ainda busca ampliar o conhecimento da população sobre a iniciativa.
“Muitas pessoas que não sabem que aqui tem um ponto fixo de coleta. Por isso, precisamos divulgar cada vez mais essa iniciativa, até mesmo para incentivar outros órgãos e instituições a fazerem o mesmo”, afirmou.
Para realizar o descarte, basta deixar o óleo esfriar após o uso, armazená-lo em garrafas PET bem fechadas e levá-lo ao local de coleta.
E eu com isso?
Muita gente não sabe, mas jogar óleo de cozinha usado na pia, no vaso sanitário ou em bueiros pode afetar diretamente o nosso cotidiano e causar danos ao meio ambiente.
Ao chegar aos rios, lagoas ou ao sistema de esgoto, o óleo forma uma camada na superfície da água, semelhante à gordura que endurece em panelas e recipientes após o preparo dos alimentos. Além de provocar entupimentos nas redes de esgoto, o óleo descartado de forma inadequada pode infiltrar no solo e alcançar lençóis freáticos, comprometendo a qualidade da água e prejudicando a vida aquática.
Especialistas estimam que apenas um litro de óleo pode contaminar mais de 20 mil litros de água.


