A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste domingo (25), pode influenciar as articulações para a escolha do próximo presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Segundo informações divulgadas pela jornalista Berenice Seara do portal Tempo Real RJ, André Ceciliano (PT), ex-presidente da Casa e eleito novamente deputado estadual, ganhou força nos bastidores políticos após o resultado da eleição presidencial.
Antes do segundo turno, o Partido Liberal (PL), legenda do governador eleito Douglas Ruas, trabalhava para manter o comando da Assembleia. No entanto, a vitória de Lula pode alterar o equilíbrio das negociações entre os partidos.
Ceciliano, que já presidiu a Alerj, é considerado um nome com capacidade de diálogo entre diferentes grupos políticos, incluindo parlamentares de direita. Em 2019, foi eleito presidente da Casa com 49 votos. Na eleição seguinte, em 2021, recebeu 64 dos 69 votos registrados.
Apesar do novo cenário, a disputa permanece aberta e dependerá das articulações entre as bancadas que irão compor a próxima legislatura.
PL tem maior bancada e outros nomes seguem na disputa
O PL elegeu 21 deputados estaduais e terá a maior bancada da Alerj. Entre os nomes cotados para a presidência está Anderson Moraes (PL), que vinha sendo apontado como um dos favoritos do grupo político de Douglas Ruas.
Outro possível candidato é Guilherme Delaroli (PL), atual primeiro vice-presidente da Assembleia. O parlamentar já exerceu interinamente o comando da Casa e possui experiência na estrutura administrativa do Legislativo estadual.
Embora a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial possa influenciar as negociações, o partido mantém uma posição relevante devido ao número de deputados eleitos.
Articulação entre partidos pode definir eleição
Paralelamente às movimentações do PL, partidos de oposição ao grupo de Douglas Ruas já discutiam a possibilidade de apresentar uma candidatura alternativa à presidência da Alerj.
PT, PSD, PSOL, PSB, PDT e PCdoB somam, juntos, 28 deputados estaduais eleitos. As conversas também poderiam envolver parlamentares do PP e do União Brasil, ampliando as possibilidades de composição.
Segundo a publicação do Tempo Real RJ, a avaliação de parte dos parlamentares é de que Ceciliano passou a ocupar uma posição mais favorável nas negociações após a vitória de Lula.
Entretanto, a definição do próximo presidente da Alerj ainda dependerá da formação de alianças e dos acordos entre as bancadas. Até o momento, não há uma candidatura oficialmente consolidada.
