As acusações feitas pelo vereador Marcelo Diniz (PSD) contra o ex-secretário municipal de Saúde Daniel Soranz (PSD) motivaram uma representação do vereador Rogério Amorim (PL) ao Ministério Público Eleitoral (MPE). O parlamentar da oposição pede a apuração de possíveis irregularidades relacionadas à participação de servidores da rede municipal de saúde em eventos de caráter político.
A representação tem como base declarações feitas por Marcelo Diniz em plenário, no dia 9 de junho. Durante o discurso, o vereador afirmou que profissionais ligados à saúde municipal estariam sendo incentivados a participar de um evento político mediante a concessão de folgas compensatórias.
“Ele [Soranz] está garantindo para as pessoas o seguinte: ‘Quem for lá vai ganhar uma folga depois’. E eu vou provar. Tenho mensagens e vou apresentá-las aqui para provar”, declarou Diniz na ocasião.
Segundo Rogério Amorim, a denúncia está relacionada a um encontro realizado em 11 de junho. No documento encaminhado ao Ministério Público, o vereador cita ainda o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), pré-candidato ao Governo do Estado, que participou da atividade. A representação pede a investigação de eventual abuso de poder político e possíveis atos de improbidade administrativa.
De acordo com o parlamentar, embora Marcelo Diniz não tenha identificado nominalmente o evento, a data coincide com uma edição do circuito “Vamos Debater a Saúde do Estado do Rio”, realizada no Centro Cultural Igreja Pentecostal (CCIP), em Pilares, e divulgada nas redes sociais de Daniel Soranz.
Entre os pedidos feitos ao Ministério Público estão a abertura de procedimento investigatório, a preservação de provas e a requisição de registros de escalas, plantões, folgas e compensações concedidas a profissionais da saúde. Amorim também solicita a identificação dos participantes dos encontros realizados em 30 de maio, em Campo Grande, e em 11 de junho, além da preservação de mensagens, listas de presença, e-mails e outros registros de comunicação relacionados aos eventos.
“É fundamental que os fatos sejam apurados com rapidez para evitar o desaparecimento de provas e verificar se houve uso da máquina pública em benefício eleitoral”, afirmou Rogério Amorim.
A representação pede ainda que o Ministério Público recomende à Prefeitura do Rio, à Secretaria Municipal de Saúde e às Organizações Sociais que deixem de conceder folgas, compensações ou outros benefícios funcionais vinculados à participação de servidores em atividades político-eleitorais. Caso sejam constatadas irregularidades, o vereador solicita a adoção das medidas cabíveis pela Justiça Eleitoral.


