O Teatro Municipal Mário Lago, em Saquarema, abre ao público dois espetáculos no próximo final de semana: o espetáculo cênico “Do Rádio ao Streaming: 100 anos de dança à brasileira” e o documentário “Anatomia do Caos”, respectivamente na sexta-feira, dia 06, e no domingo, dia 08 de novembro.
DO RÁDIO AO STREAMING: 100 ANOS DE DANÇA À BRASILEIRA
O espetáculo convida o público a percorrer a história da música popular brasileira por meio da dança, revelando como os ritmos que marcaram diferentes épocas também narram as transformações culturais, sociais e afetivas do país. Conduzido por um narrador, estabelece um diálogo entre memória e contemporaneidade ao revisitar os sons que embalaram gerações, desde a consolidação do rádio como principal meio de difusão musical até a diversidade de produções que circulam hoje pelas plataformas digitais. Entre uma época e outra, o público é conduzido por uma narrativa que contextualiza o surgimento de cada ritmo, suas influências e seu impacto na formação da identidade cultural brasileira.
Cada capítulo da história culmina em uma apresentação de dança inspirada nos movimentos, nas estéticas e nas expressões corporais que caracterizaram cada período. O samba, o baião, a gafieira, o bolero, a bossa nova, a jovem guarda, a tropicália, o disco, a lambada, o axé, o pagode, o funk carioca, o sertanejo e outros ritmos compõem uma viagem artística que evidencia a riqueza, a diversidade e a constante reinvenção da cultura brasileira.
Mais do que uma sucessão de coreografias, o espetáculo propõe uma experiência sensível na qual música, dança e narrativa se entrelaçam para celebrar a memória coletiva. Ao transformar a história da música brasileira em movimento, a montagem evidencia que cada ritmo guarda modos de viver, de sentir e de ocupar o mundo, aproximando diferentes gerações por meio de lembranças, afetos e descobertas.
Com uma linguagem dinâmica, acessível e envolvente, “Do Rádio ao Streaming: 100 anos de dança à brasileira” homenageia a pluralidade cultural do Brasil e reafirma a dança como patrimônio vivo, capaz de preservar tradições, dialogar com o presente e inspirar novos olhares sobre a trajetória artística do país.
Com tempo de duração de 70 minutos e início às 19h, o espetáculo tem classificação indicativa livre e os ingressos podem ser adquiridos por R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia-entrada). Informações e vendas pelo número (21) 98587-2573, com Cristina Fontes.
Ficha Técnica
Alessandra Fontes (Alê Fontes) – direção geral e artística / dançarina; Washington Pereira – roteirista e responsável pela pesquisa histórica e musical / dançarino; Marcos Aurélio – direção coreográfica, coreógrafo e dançarino; Val Afonso – dançarino; Franklin Delano – ator; Cristina Cavalcanti – dançarina e atriz; Helen Gusmão – dançarina e atriz; Vina Guedes – dançarina e atriz; e William Ferreira – operador de luz e som.
“ANATOMIA DO CAOS”
A apresentação de “Anatomia do Caos”, da cineasta Dandara Ferreira, é fruto de parceria entre o Núcleo de Cinema de Saquarema e a Descoloniza Filmes. O documentário faz parte da “Trilogia da Memória”, uma campanha de comunicação integrada e idealizada pela Descoloniza Filmes, que propõe uma jornada cinematográfica de conscientização e preservação histórica do país em três “doses” consecutivas nos cinemas. Como a grande “1ª dose de memória” desse projeto, o filme de Dandara Ferreira “Anatomia do Caos” (2026) será exibido no sábado, dia 24 de outubro, às 19h. Com 2h30 de duração, o documentário tem classificação indicativa de 12 anos e a entrada será gratuita.
Com acesso inédito ao Senado, a diretora Dandara Ferreira acompanha de dentro a trajetória completa da CPI da Covid-19 e transforma esse material exclusivo em um registro cinematográfico de um dos momentos mais marcantes da Pandemia no Brasil.
Sobre a diretora
Dandara Ferreira é diretora e roteirista, formada em Cinema pela FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado) e doutoranda em Comunicação Social pela UnB. Dirigiu a série “O Nome Dela É Gal” (HBO) e realizou curtas-metragens, filmes publicitários e videoclipes de artistas como Fagner (“Tanto Faz”), Ricky Martin feat. Dream Team do Passinho (“Vida”) e Vanessa da Mata (“Segue o Som”), entre outros. Em 2023, lançou seu primeiro longa-metragem, “Meu Nome É Gal”, no qual atua como diretora e atriz. Em 2025, finalizou o documentário “Vou Tirar Você Desse Lugar”, sobre a trajetória e a obra de Odair José, e lançou, em 2026, “Anatomia do Caos”, sobre a gestão da pandemia de Covid-19 no Brasil.
Cinemarés
Criado no final de 2025 pelas cineastas Juliana Ferreira e Luana Paschoa, o Cineclube Cinemarés é uma iniciativa do Núcleo de Cinema de Saquarema, dedicada à difusão da produção audiovisual brasileira, latino-americana, africana e asiática. Com foco em obras que estão fora do circuito comercial, as sessões são sempre seguidas por rodas de conversa e debates. Mais do que exibir filmes, o projeto busca estimular o pensamento crítico e formar novas plateias na região.
O Cinemarés atua firmemente na democratização do acesso à cultura, no empoderamento cidadão e na salvaguarda da memória, valorizando as tradições e a identidade local de Saquarema. As exibições são gratuitas e abertas a toda a comunidade, reafirmando o compromisso do Núcleo de Cinema de Saquarema com a descentralização cultural e a formação humana por meio da arte.
Sobre a Descoloniza Filmes
A Descoloniza Filmes nasceu em 2017 com propósito explícito em seu próprio nome. Basicamente, acreditamos que a experiência humana não se resume a conceitos formulados em uma única região do planeta, e, menos ainda, por um único gênero. Consideramos a descolonização do pensamento, propondo novas reflexões, novas linguagens, novas vozes, priorizando obras dirigidas por mulheres e com foco na desregionalização da produção. A Descoloniza Filmes é dirigida por Ibirá Machado, que desde 2010 trabalha com distribuição de cinema independente. Temos o compromisso de fazer da Descoloniza muito mais do que uma distribuidora, mas um ponto de encontro para discussões, com temáticas que contribuam com a reconstrução de uma nova sociedade, uma nova forma de pensar.
A apresentação terá início às 15h, com tempo de duração de 2h30, classificação indicativa de 12 anos e ingresso gratuito.
O Teatro Municipal Mário Lago conta com 160 lugares e fica localizado na Rua Cel. Madureira, 77 – térreo, no prédio da Prefeitura de Saquarema.
