O Partido Liberal (PL) apresentou duas novas ações ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) contra o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), derrotado na disputa pelo governo estadual. As denúncias envolvem suspeitas de pressão sobre servidores municipais durante a campanha eleitoral e a divulgação de conteúdos que defendem a realização de um segundo turno.
Uma das ações também tem como alvo o atual prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD). Segundo o PL, funcionários da prefeitura, terceirizados e contratados teriam sido pressionados a participar de atividades políticas em apoio a Paes, com convocações por grupos de WhatsApp, reuniões e listas de presença.
A denúncia utiliza informações de uma investigação do Ministério Público do Trabalho (MPT), que recebeu relatos de possível assédio eleitoral, especialmente entre profissionais da rede municipal de ensino. O órgão chegou a emitir uma recomendação preventiva à Secretaria de Educação. A ação civil pública apresentada pelo MPT foi extinta sem análise do mérito, e o órgão recorreu.
O partido pede que a Justiça investigue se Cavaliere tinha conhecimento das supostas irregularidades e se houve participação ou omissão no uso da estrutura municipal em benefício da candidatura de Paes. A candidata a vice-governadora Jane Reis (MDB) também foi incluída na ação.
Já a segunda representação questiona a atuação do canal de WhatsApp “Exército do Dudu 55”, que chegou a reunir aproximadamente 60 mil seguidores e passou a divulgar conteúdos favoráveis à realização de um segundo turno entre Paes e Douglas Ruas (PL).
Além de Paes, são citados o deputado federal eleito Renan Ferreirinha (PSD), o secretário municipal Diego Vaz e a deputada estadual eleita Joyce Trindade. Segundo o PL, os três participaram da divulgação de conteúdos relacionados à mobilização.
O partido argumenta que as publicações poderiam transmitir a impressão de que um novo turno já estaria definido, apesar de o TRE-RJ ter confirmado a vitória de Douglas Ruas no primeiro turno, com 50,88% dos votos válidos, após a anulação dos votos de Anthony Garotinho (Republicanos). O PSD, por sua vez, recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar os efeitos da decisão.
Nas ações, o PL solicita a apuração das denúncias e, caso sejam comprovadas as irregularidades e preenchidos os requisitos legais, a declaração de inelegibilidade dos responsáveis por oito anos. O partido também pede a suspensão temporária do canal de WhatsApp ou a retirada de conteúdos considerados irregulares.
As acusações ainda dependem de análise da Justiça Eleitoral e não representam comprovação de irregularidades.
*Com informações do Tempo Real
