O ministro Sebastião Reis Júnior, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou contra os recursos de Diego Alba (PSDB) e defendeu a manutenção do indeferimento de sua candidatura a deputado estadual. O candidato teve o registro barrado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) após uma condenação criminal e a apresentação de indícios de ligação com o crime organizado.
O julgamento acontece no plenário virtual do TSE. Os demais ministros têm até 5 de novembro para apresentar seus votos.
Diego Alba foi condenado, em 2009, por formação de quadrilha armada especializada em roubos conhecidos como “saidinhas de banco”. Segundo a investigação, ele atuava como olheiro dentro de agências bancárias, monitorando clientes e repassando informações aos comparsas.
Mesmo com o registro indeferido, concorreu sub judice e recebeu 48.547 votos em 4 de outubro.
Relatório aponta ligação com o Comando Vermelho
Em seu voto, Sebastião Reis Júnior validou o relatório de inteligência do TRE-RJ, que aponta que Alba teria recebido aprovação da cúpula do Comando Vermelho para fazer campanha em comunidades dominadas pela facção.
Entre os locais citados estão Jacarezinho, Pavão-Pavãozinho/Cantagalo, Lins, Vasconcelos, Favela do Arará e Vila Kennedy.
O entendimento acompanha a posição do Ministério Público Eleitoral, que também defendeu a manutenção do indeferimento.
Alerj já viveu situação parecida
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro precisou lidar recentemente com um caso semelhante, embora eles não tenham ligação direta: o do ex-deputado TH Joias, que já havia sido preso em 2017 e condenado por lavagem de dinheiro. Naquele caso, as investigações apontaram que ele utilizava sua joalheria para lavar recursos do tráfico.
Em setembro de 2025, ele voltou a ser preso, sob suspeita de envolvimento com o crime organizado. Segundo as investigações, intermediava a compra e a venda de armas e drogas para o Comando Vermelho e utilizava o mandato para favorecer a facção criminosa.
